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Peru define presidente entre direita de Fujimori e esquerda de Sánchez

Peru vai ao segundo turno entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, em meio a crise política e econômica, com impactos potenciais sobre investimentos e relações externas

Peruvian electoral workers distribute voting materials to polling stations, as police and military personnel stand guard, ahead of the April 12 general election, in Lima, Peru, April 11, 2026. REUTERS/Manuel Orbegozo
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  • Peru define o segundo turno para o dia 7 entre Keiko Fujimori, candidata da direita, e Roberto Sánchez Palomino, da esquerda, em um país com aproximadamente 34 milhões de habitantes.
  • No primeiro turno, houve 35 candidatos; Fujimori ficou com 17,1% e Sánchez com 12,0% dos votos, em apuração que se estendeu por mais de um mês.
  • O país vive crise política e econômica, com destituições sucessivas de presidentes pelo parlamento; o próximo chefe de Estado será o nono em dez anos.
  • Fujimori herdará votos do pai, Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos, além de buscar maior alinhamento com os Estados Unidos, o que pode impactar investimentos chineses, como no Porto de Chancay.
  • Sánchez, ex-ministro de Pedro Castillo, defende reforma constitucional para revogar a Carta Magna associada ao Fujimorismo e ampliar direitos sociais; analista aponta implicações para a disputa entre China e Estados Unidos na região.

O Peru define o presidente entre direita e esquerda. No segundo turno, realizado em 7 de junho de 2026, Keiko Fujimori e Roberto Sánchez Palomino disputam o cargo. O pleito ocorre em meio a uma crise política que já derrubou vários presidentes pelo Parlamento.

Com 34 milhões de habitantes, o país reuniu 35 candidatos no primeiro turno. Keiko Fujimori recebeu 17,1% dos votos, enquanto Sánchez ficou com 12,0%. A apuração, iniciada após o primeiro turno, se estendeu por mais de um mês.

A disputa ocorre em um cenário de instabilidade, com a próxima gestão a ser o nono presidente em dez anos. Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, carrega o peso de denúncias e rejeição associadas ao histórico familiar.

Keiko aposta na aproximação com os Estados Unidos e busca manter investimentos estrangeiros. A candidata também possui posições que levantam dúvidas sobre relações com a China, importantes para projetos como o Porto de Chancay.

Roberto Sánchez, do grupo Juntos pelo Peru, se apresenta como alternativa de esquerda. Antes ministro de Pedro Castillo, Sánchez defende reforma constitucional e políticas sociais de ampliação de direitos.

Análises apontam impactos da eleição nas relações comerciais regionais. O professor Gustavo Menon, da USP, afirma que o resultado pode influenciar a agenda econômica com EUA e China, influenciando fluxos de comércio na região.

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