- Peru define o segundo turno para o dia 7 entre Keiko Fujimori, candidata da direita, e Roberto Sánchez Palomino, da esquerda, em um país com aproximadamente 34 milhões de habitantes.
- No primeiro turno, houve 35 candidatos; Fujimori ficou com 17,1% e Sánchez com 12,0% dos votos, em apuração que se estendeu por mais de um mês.
- O país vive crise política e econômica, com destituições sucessivas de presidentes pelo parlamento; o próximo chefe de Estado será o nono em dez anos.
- Fujimori herdará votos do pai, Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos, além de buscar maior alinhamento com os Estados Unidos, o que pode impactar investimentos chineses, como no Porto de Chancay.
- Sánchez, ex-ministro de Pedro Castillo, defende reforma constitucional para revogar a Carta Magna associada ao Fujimorismo e ampliar direitos sociais; analista aponta implicações para a disputa entre China e Estados Unidos na região.
O Peru define o presidente entre direita e esquerda. No segundo turno, realizado em 7 de junho de 2026, Keiko Fujimori e Roberto Sánchez Palomino disputam o cargo. O pleito ocorre em meio a uma crise política que já derrubou vários presidentes pelo Parlamento.
Com 34 milhões de habitantes, o país reuniu 35 candidatos no primeiro turno. Keiko Fujimori recebeu 17,1% dos votos, enquanto Sánchez ficou com 12,0%. A apuração, iniciada após o primeiro turno, se estendeu por mais de um mês.
A disputa ocorre em um cenário de instabilidade, com a próxima gestão a ser o nono presidente em dez anos. Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, carrega o peso de denúncias e rejeição associadas ao histórico familiar.
Keiko aposta na aproximação com os Estados Unidos e busca manter investimentos estrangeiros. A candidata também possui posições que levantam dúvidas sobre relações com a China, importantes para projetos como o Porto de Chancay.
Roberto Sánchez, do grupo Juntos pelo Peru, se apresenta como alternativa de esquerda. Antes ministro de Pedro Castillo, Sánchez defende reforma constitucional e políticas sociais de ampliação de direitos.
Análises apontam impactos da eleição nas relações comerciais regionais. O professor Gustavo Menon, da USP, afirma que o resultado pode influenciar a agenda econômica com EUA e China, influenciando fluxos de comércio na região.
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