- O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou em entrevista exclusiva à CNN que o líder do Hezbollah, Naim Qassem, não representa o povo libanês.
- Aoun disse que, segundo libaneses de diferentes religiões, a população está farta da guerra com Israel e que eles merecem viver sem ter as suas casas destruídas.
- Em comunicado divulgado na véspera, Qassem classificou as negociações entre Líbano e Israel como rendição, afirmando que a trégua foi rejeitada por amplos setores do povo libanês.
- O governo libanês, no entanto, permanece sem conseguir desarmar o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã que ganhou peso político no país.
- O Hezbollah foi formado nos anos oitenta para enfrentar Israel e, desde então, atua como grupo armado com influência interna; Aoun mostrou fotos de civis libaneses mortos para enfatizar o impacto do conflito.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou em entrevista exclusiva à CNN que o líder do Hezbollah, Naim Qassem, não representa o povo libanês. Aoun disse que o público não reconhece a legitimidade do líder do grupo. O objetivo é diminuir a influência dele sobre as decisões nacionais.
Durante a entrevista com a jornalista Christiane Amanpour, Aoun destacou que a população libanesa está cansada do conflito com Israel. Ele relatou ouvir relatos de libaneses de diversas religiões que ressaltam o desgaste causado pela guerra e pedem avanços para impedir novas destruições em suas casas.
Em comunicado divulgado na véspera, o chefe do Hezbollah criticou as negociações entre Líbano e Israel, descrevendo-as como derrota para muitos libaneses. Aoun afirmou que o povo não apoia essa leitura de futuro e não se reconhece na visão do grupo.
Aoun afirmou ter conversado com libaneses de diferentes comunidades, inclusive xiitas, que manifestaram cansaço com os confrontos. Segundo ele, a população espera que o governo tome medidas para pôr fim aos repetidos ciclos de violência.
O Líbano já deixou claro o desafio de desarmar o Hezbollah, em uma tentativa de reduzir a influência do grupo no país e frear movimentos militares contra Israel. As Forças Armadas libanesas não conseguiram cumprir esse objetivo até o momento.
Historicamente, o Hezbollah surgiu nos anos 1980 com apoio iraniano para enfrentar a presença israelense no sul do Líbano. Hoje, o grupo mantém poder político significativo ao lado de sua capacidade armada, o que complica as políticas regionais.
Aoun mostrou imagens de civis libaneses vítimas de ataques, enfatizando que as famílias atingidas são feitas por cidadãos locais. Ele reiterou que a responsabilidade pela defesa do país recai sobre o governo, não sobre lideranças do grupo.
Em síntese, Aoun posiciona-se como porta-voz de uma parcela relevante da população que busca menos violência e maior governança. O presidente reforça a necessidade de políticas que afaste o país de novos ciclos de confronto.
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