- A uma semana da abertura da Copa do Mundo no México, protestos de professores em greve geraram tumultos e vandalismo, incluindo a invasão da sede do Ministério da Educação na quarta-feira (03/06).
- Também houve depredação de estátuas de jogadores na avenida Paseo de la Reforma e bloqueios de vias importantes na Cidade do México.
- Familiares de cerca de 130 mil pessoas desaparecidas, entre eles os 43 estudantes de Ayotzinapa, planejam protestos e bloqueios de estradas para chamar a atenção às suas reivindicações.
- O governo propôs ampliar o fundo de aposentadorias de servidores públicos e criar uma seguradora pública, mas as propostas foram consideradas insuficientes pelos professores, que reiteram demandas por melhorias salariais e de condições de trabalho.
- O Zócalo permanece cercado por barreiras; comércio fechou e o trânsito ficou ainda mais intenso. Protestos devem ocorrer também nas imediações de locais de jogos em Cidade do México, Monterrey e Guadalajara, durante a Copa, que começa no dia 11 de junho no estádio Azteca.
A uma semana da abertura da Copa do Mundo, protestos no México se intensificaram, com tumultos, depredação de adereços de rua e ações de grupos de professores em greve na Cidade do México. Manifestantes declararam que vão ampliar as ações caso não haja avanço nas negociações.
Na segunda-feira, a atuação policial já havia usado gás lacrimogêneo contra os manifestantes, que ocupavam vias centrais. Dois participantes ficaram feridos e trabalhos de imprensa relataram um caso de ferimento grave a um espectador. Um professor foi levado em estado de ferimento visível no rosto.
Na véspera da abertura prevista para o dia 11 de junho, estátuas de jogadores foram derrubadas na avenida Paseo de la Reforma, e bloqueios de vias foram registrados na capital. Familiares de desaparecidos no país, incluindo os 43 estudantes de Ayotzinapa, planejam protestos paralelos para atrair a atenção internacional durante o Mundial.
O que acontece neste momento
As ações estão ligadas à greve de longa duração de um grupo dissidente da CNTE, que exige mudanças no sistema de aposentadorias, aumento salarial e melhores condições de trabalho. O governo discute propostas de fortalecimento de fundos de aposentadoria e a criação de uma seguradora pública, mas os líderes sindicais consideram as medidas insuficientes.
Resposta do poder público
Autoridades da Secretaria de Segurança afirmaram que não houve repressão aos manifestantes e destacaram que a segurança foi priorizada para manter a circulação nas vias. O governo mantém o canal de diálogo com os representantes da CNTE e avalia propostas, sem aceitar pressões para medidas extremas durante a Copa.
Contexto da Copa no país
A competição começa no estádio Azteca, na Cidade do México, com o México dividindo a organização com Estados Unidos e Canadá. Ao todo, o país recebe 13 jogos do torneio. Protestos também eram aguardados em Monterrey e Guadalajara, próximos dos locais de jogo.
Repercussões para a cidade
As manifestações já impactaram o comércio e o tráfego no Centro Histórico, com fechamento de lojas e vias bloqueadas. As autoridades insistem na importância de manter a mobilidade e a segurança de moradores e visitantes durante o evento esportivo.
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