- Putin afirmou, durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, que não vê motivo para se encontrar com Zelenski após a carta aberta do presidente da Ucrânia pedindo reunião e cessar-fogo.
- Moscou continua exigindo concessões políticas e territoriais a Kiev, incluindo retirada completa das Forças Armadas da região de Donetsk; a Ucrânia rejeita, dizendo tratar-se de capitulação.
- Zelenski criticou a recusa de Putin e disse que o líder russo não quer o fim da guerra, defendendo mais pressão sobre a Rússia.
- Putin mencionou um encontro anterior em Kiev, a pedido do governo ucraniano, mas afirmou que não há motivo para novo encontro após o ataque que matou 21 pessoas em um dormitório estudantil em Lugansk.
- O conflito vem, segundo análise da Universidade Harvard, provocando perda de território russo nos últimos meses; a economia russa mostrou desaceleração recente, com crescimento de 4,3% em 2024, 1% em 2025.
Putin afirma não ver motivo para reunião com Zelenski após carta aberta enviada pelo presidente da Ucrânia pedindo encontro e cessar-fogo. A declaração ocorreu durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, na Rússia, nesta sexta-feira (5). O tom foi de ceticismo sobre a possibilidade de negociações.
O líder russo alegou que a proposta visa apenas criar condições para encontros pessoais ou inviabilizá-los, sugerindo que a segunda opção seria mais provável. Ele reiterou a posição de Moscou de exigir concessões políticas significativas de Kiev para abrir qualquer caminho de negociação.
Putin citou ainda que, para iniciar tratativas, a Rússia manteria suas exigências sobre o Donbass e o congelamento das linhas do front, além da recusa ucraniana de integrá-la à União Europeia. Segundo ele, o clima de paz seria inviável sob tais condições.
Contexto
Zelenski respondeu criticando a recusa russa a um encontro cara a cara, afirmando que Putin escolheu manter a guerra. O presidente ucraniano pediu pressão internacional para avançar em direções que permitam fim do conflito.
O discurso de Putin também mencionou a visita de um empresário russo a Kiev, a pedido de autoridades ucranianas, que, segundo Moscou, ocorreu no mês passado. Alega-se que Kiev propôs reunião presencial, mas sem abrir caminho para acordo viável após ataques recentes.
A situação militar tem mostrado avanços ainda mais lentos para a Rússia. Segundo o projeto Russia Matters, a área ocupada pela Rússia encolheu nos últimos meses, com perdas entre maio e junho, sinalizando menor ritmo de avanço no front.
Putin destacou que, apesar de ataques de drones na Rússia, o foco permanece em fortalecer defesas e segurança. Em termos econômicos, o presidente mencionou desaceleração de 2025, com previsões de continuidade do menor ritmo de crescimento, ao lado de uma reorientação para parceiros como China e Índia.
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