- O presidente chinês Xi Jinping fará uma visita de Estado à Coreia do Norte na próxima semana, a convite de Kim Jong-un, primeira passagem por Pyongyang em sete anos.
- A viagem ocorre para celebrar os 65 anos do Tratado de Amizade de 1961 entre China e Coreia do Norte, ainda o único pacto de defesa mútua que a China mantém no mundo.
- O momento coincide com Pyongyang se aproximando de Moscou, após a inauguração de uma usina de combustível nuclear e a defesa de expansão do arsenal atômico.
- Pequim já não defende a desnuclearização da península, mas busca conter riscos e manter sua influência diante de mudanças no cenário regional.
- A viagem é interpretada como forma de a China manter relevância diante de uma possível aproximação entre Washington e Pyongyang, sem indicar alinhamento completo com Rússia.
Xi Jinping viajará a Pyongyang na próxima semana para uma visita de Estado à Coreia do Norte, a convite de Kim Jong-un. Será a primeira passagem por Pyongyang em sete anos. O objetivo oficial é celebrar os 65 anos do Tratado de Amizade entre os dois países, vigente desde 1961.
A confirmação surge em meio a tensões nas relações bilaterais, com Pyongyang aproximando-se de Moscou. O regime norte-coreano inaugurou recentemente uma usina de combustível nuclear, e Kim Jong-un pediu expansão do arsenal atômico, fortalecendo o atrito com Pequim.
Reconfiguração da relação China-Coreia do Norte
A China já não aponta apenas para desnuclearizar a península, mas foca em conter riscos. Pequim tem interesse em manter influência, ao mesmo tempo em que evita uma aproximação direta entre Pyongyang e Washington ou Tóquio, que poderia alterar o equilíbrio regional.
O contexto geopolítico envolve a atuação conjunta de Rússia, Coreia do Norte e China no tabuleiro internacional desde 2022. Kim enviou apoio à Rússia e firmou acordos de defesa mútua com Putin, reforçando uma rede de alianças que desafia o eixo tradicional liderado pelos EUA.
O que se espera do encontro
Analistas destacam que a visita não visa impor a Kim uma linha de submissão, mas sinalizar a importância de Pequim para a estabilidade regional. A viagem também serve para que a China mantenha aberta a possibilidade de influenciar movimentos norte-coreanos.
A pauta provável inclui cooperação econômica, segurança regional e gestão de riscos nucleares. A visita ocorre em um momento em que Washington e Seul acompanham de perto a evolução dos laços entre Coreia do Norte e Rússia, bem como possíveis impactos na península.
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