- Zelensky afirmou que Putin escolheu “novamente a guerra” ao rejeitar reunião para discutir o fim do conflito.
- O presidente russo disse não ver sentido em conversar neste momento e pediu acordos de longo prazo, não temporários.
- Zelensky havia proposto encontro em território neutro, sugerindo Suíça, Turquia ou Estados árabes, para negociar cessar-fogo e troca de prisioneiros.
- O Kremlin aponta que futuras negociações devem tratar de um acordo amplo e exigir que Kiev aceite condições sobre territórios ocupados no leste e no sul.
- A guerra começou em 24 de fevereiro de 2022; a Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano, segundo a Reuters.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta-feira 5 de junho de 2026 que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, escolheu novamente a guerra ao rejeitar a proposta de reunião para negociar o fim do conflito. A declaração ocorreu após Putin dizer que não via sentido em conversar neste momento.
Zelensky havia aberto uma carta na véspera, 4 de junho, propondo um encontro em território neutro para discutir um cessar-fogo global e uma negociação com participação de países garantes. A proposta incluía troca de prisioneiros, retorno de civis e crianças, além de envolvimento de países europeus e dos EUA.
Putin rejeitou o encontro durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo. Segundo ele, a carta de Zelensky é inadequada e não gera condições para reunião. O Kremlin defende negociações sobre um acordo amplo, com Kiev aceitando condições sobre territórios ocupados no leste e sul.
Para Zelensky, a recusa demonstra que o Kremlin busca tempo e resistência a pressões internacionais. O presidente ucraniano pediu um acordo que preserve a soberania do país e garanta segurança.
A guerra começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia. O confronto persiste no leste do país, sem acordo definitivo. A Rússia controla parte do território ucraniano, estimada em cerca de 20% segundo a Reuters, enquanto Kiev busca garantias de segurança em qualquer acordo.
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