- Brasil trabalha com negociação bilateral para a tarifa de 25%, que incide exclusivamente sobre o país, mantendo espaço para tratativas diretas com os EUA.
- A sobretaxa de 12,5% atinge 59 países e a União Europeia, e pode continuar mesmo com negociações em curso.
- Governo descarta negociar o PIX; Lula já afirmou que o sistema de pagamentos não está em negociação.
- Videoconferência entre autoridades brasileiras e Jamieson Greer, chefe do USTR, deve ocorrer nos próximos dias para discutir as propostas.
- O acordo tem prazo até 15 de julho; há avaliação de encontro entre Lula e Trump na cúpula do G7, se houver avanços técnicos.
O governo brasileiro deixou claro que encara de forma distinta as sobretaxas anunciadas pelos Estados Unidos nesta semana. A tarifa de 25% dirigida exclusivamente ao Brasil é vista como um desafio, mas também como uma oportunidade de negociação bilateral. A prioridade é evitar a aplicação imediata da medida, se possível, por meio de acordos com Washington.
Já a sobretaxa de 12,5% aplicada a 59 países e à União Europeia é considerada mais difícil de reverter. O governo analisa que o alcance é amplo e envolve questões ligadas à fiscalização e ao combate ao trabalho forçado, tornando qualquer acordo mais complexo.
Governo aposta em negociações bilaterais
Auxiliares do presidente Lula avaliam que a natureza específica da tarifa brasileira facilita conversas diretas com os EUA. A ideia é que a exclusividade do 25% incentive um acordo que adie ou suspenda a entrada em vigor enquanto as negociações avançam.
Pontos em disputa e abertura para diálogo
O peso das regras comerciais brasileiras é visto como tema central, com o PIX também citado pela parte americana. O Planalto afirma que as negociações devem se concentrar em aspectos tarifários e comerciais, sem abrir mão de pontos considerados estratégicos.
PIX não está na mesa de concessões
O governo reitera que o sistema de pagamentos brasileiro não será alvo de concessões em tratativas com Washington. O presidente Lula já declarou publicamente que o PIX não será negociado, mantendo o tema fora do alcance de trocas comerciais.
Agenda de reunião com o USTR
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, da Economia, vão participar de videoconferência com Jamieson Greer, chefe do USTR. A data ainda não foi definida, mas a reunião deve ocorrer nos próximos dias.
Prazo de negociação e próximos passos
O grupo de trabalho, criado após encontro entre Lula e Trump, tinha prazo até o dia 7 para avançar. Com as novas propostas, o diálogo foi estendido até 15 de julho, data prevista para início da aplicação caso não haja acordo.
Possível encontro entre Lula e Trump
Há expectativa de um encontro entre Lula e Trump durante a cúpula do G7, de 15 a 17 de junho, na França. Até o momento, não houve confirmação de pedido de reunião, e a avaliação é que avanços técnicos são essenciais antes de qualquer conversa entre presidentes.
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