- Governo brasileiro amplia negociações com a União Europeia para tentar reverter o veto à carne brasileira, com a entrada em vigor prevista para setembro.
- O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou com o comissário europeu para Comércio e Segurança Econômica, Maros Sefcovic, em Paris, à margem da OCDE.
- Vieira afirmou a necessidade de comunicação mais fluida entre Brasil e UE durante a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia.
- A decisão da UE envolve regras mais restritivas sobre antimicrobianos na produção animal; segundo o bloco, o Brasil não apresentou garantias suficientes.
- Em nota conjunta, Itamaraty, Ministério da Agricultura e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços classificaram a medida como injustificada e disseram que as exportações seguem normais, sem impactos imediatos.
O governo brasileiro intensificou as conversas com a União Europeia para tentar reverter o veto à carne brasileira, que passa a vigorar a partir de setembro. A vacinação de mensagens oficiais e encontros diplomáticos buscam manter o fluxo comercial sem interrupções.
Nesta sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, manteve contato com o comissário europeu para Comércio e Segurança Econômica, Maros Sefcovic, em Paris. A reunião ocorreu à margem de encontros da OCDE, segundo interlocutores.
A conversa destacou a necessidade de comunicação mais ágil e previsível entre Brasil e UE durante a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia. A UE justificou o veto com novas regras sobre uso de antimicrobianos na produção animal.
Segundo fontes do governo, o objetivo imediato é registrar a posição brasileira junto às autoridades europeias e manter a negociação aberta. Técnicos trabalham para esclarecer garantias que possam atender às exigências do bloco.
Nos bastidores, auxiliares de Lula avaliam que a formalização anunciada pela UE tem caráter burocrático. O Itamaraty aponta setembro como prazo para a entrada em vigor da medida e pretende manter as tratativas ativas até lá.
Em nota conjunta, os ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços classificaram a decisão como injustificada. O comunicado afirma que as exportações de origem animal para a UE seguem normais e sem impactos imediatos.
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