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CEO da Rosneft afirma que EUA foram beneficiados com o fechamento de Ormuz

Sechin afirma que o bloqueio do estreito de Ormuz favoreceu empresas de energia dos EUA e alterou o mercado global de petróleo

Igor Sechin
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  • Igor Sechin, CEO da Rosneft, afirmou no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo que os EUA foram os principais beneficiados pelo fechamento do estreito de Ormuz.
  • O bloqueio, iniciado em fevereiro de 2026 pelo Irã após ataques de Washington e Israel que ceifaram a vida do líder iraniano Ali Khamenei, corta passagem de cerca de 20% do petróleo mundial.
  • Sechin disse que as medidas tinham alvo o Irã, mas acabaram impactando o mundo inteiro, elevando riscos estratégicos.
  • Segundo o executivo, as produtoras americanas ganharam vantagem ao ampliar a oferta de petróleo em um cenário de preços altos; crise prolongada pode reduzir a demanda global e acelerar investimentos em energia alternativa.
  • Ele projeta o preço do petróleo entre US$ 95 e US$ 96 no fim de 2026, e entre US$ 80 e US$ 85 em um horizonte de um ano, além de alertar para riscos de interrupções em outras rotas estratégicas como Malaca, Bab el-Mandeb e Gibraltar.

Igor Sechin, presidente-executivo da Rosneft, afirmou neste sábado, 6 de junho de 2026, durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, que as empresas de energia norte-americanas foram as principais beneficiárias do fechamento do estreito de Ormuz. Segundo ele, a interrupção da principal rota de transporte de petróleo visou o Irã, mas acabou favorecendo o mercado global e interesses dos EUA.

O estreito de Ormuz foi bloqueado pelo Irã em fevereiro de 2026, após ataques dos EUA e de Israel que resultaram na morte do líder iraniano Ali Khamenei. A passagem concentra cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e derivados. Em resposta, Washington adotou medidas para restringir o acesso a portos iranianos.

Sechin disse que os impactos excederam o conflito entre EUA e Irã, ressaltando que as medidas de bloqueio criaram vantagens para companhias americanas ao ampliar a oferta de petróleo diante da alta de preços internacionais.

As críticas do executivo também apontam para impactos de curto e longo prazo na demanda global. Ele afirmou que uma crise prolongada pode reduzir o consumo de petróleo e acelerar investimentos em fontes alternativas de energia, elevando os riscos estruturais para o setor.

Perspectivas de preço e mercado

Em sua leitura, Sechin estima que, se o estreito permanecer fechado nos próximos meses, o preço do barril pode encerrar 2026 entre US$ 95 e US$ 96. No horizonte de um ano, a cotação ficaria entre US$ 80 e US$ 85.

O dirigente também avaliou que a instabilidade em Ormuz amplia incertezas para o conjunto do mercado energético, com impactos potenciais na liquidez e na logística global de petróleo.

Sechin ainda criticou a Opep+ e afirmou que o grupo perdeu parte de sua influência nos últimos anos, citando queda na produção conjunta dos membros, de 58 milhões para 37 milhões de barris por dia na última década.

Riscos a outras rotas estratégicas também foram mencionados, incluindo os estreitos de Malaca, Bab el-Mandeb e Gibraltar, que, segundo o executivo, ampliam a exposição a interrupções no comércio global de petróleo.

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