- Peru e Colômbia vão às urnas em junho para decidir entre direita e esquerda, com a direita liderando as pesquisas no primeiro turno em ambos os países (Peru, 7 de junho; Colômbia, 21 de junho).
- Keiko Fujimori disputa o governo peruano pela quarta vez, enfrentando Roberto Sánchez; na Colômbia, Abelardo de la Espriella lidera a direita, com o senador Iván Cepeda em segundo.
- Analistas veem o potencial de derrota da esquerda na região fortalecendo governos aliados dos EUA e podendo impactar o Brasil.
- Eleições na região são interpretadas como parte de uma onda conservadora influenciada por Donald Trump, que já intensificou a coordenação entre direita sul-americana.
- Even assim, especialistas destacam que, mesmo com mudanças, Brasil e México permanecem sob governos de esquerda, o que aponta para cenários complexos e não uma captura total de um lado.
O Peru e a Colômbia realizam eleições neste mês de junho para escolha de novos governantes, com a expectativa de definir a direção política de cada país nos próximos anos. No Peru, o pleito ocorre neste domingo (7/6); na Colômbia, no dia 21 de junho. Os resultados de ambos podem influenciar o cenário regional, afetando as relações com o Brasil.
Analistas apontam que, em ambas as nações, candidatos da direita lideram as pesquisas após o primeiro turno, apesar da vitória histórica da esquerda nas últimas presidenciais locais. Keiko Fujimori encabeça a corrida peruana, enfrentando Roberto Sánchez. Na Colômbia, Abelardo de la Espriella lidera a disputa, com Ivan Cepeda em segundo e Gustavo Petro apoiando Cepeda.
O tema central é a possibilidade de uma “onda conservadora” na região, alinhada a políticas associadas aos Estados Unidos. Estatísticas indicam que governos de direita têm ganhado espaço em várias nações vizinhas, alterando o equilíbrio regional e com impactos potenciais sobre o Brasil.
O papel do Brasil é destacado por especialistas que avaliam como uma configuração regional favorável à direita pode desafiar a gestão brasileira. Pesquisadores ressaltam que, mesmo em cenários distintos, uma consolidação de governos conservadores exige coordenação entre nações vizinhas para enfrentar questões transnacionais, como crime organizado e tráfico.
No Peru, a instabilidade pós 2021 persiste, com a presidência alternando entre diferentes correntes. Na Colômbia, a eleição de cerca de dois anos atrás levou Gustavo Petro ao poder, mas o país não admite reeleição, o que coloca pressão em novos nomes, como o adversário da direita radical.
Para o cenário brasileiro, especialistas destacam que uma vitória da esquerda nesses dois países não eliminaria riscos nem garantias de continuidade de políticas, mas poderia alterar o equilíbrio regional de poder e, por consequência, a forma como o Brasil negocia com seus vizinhos.
Em síntese, Peru e Colômbia, com eleições ainda neste mês, continuam definindo quem influenciará a governança regional. O resultado pode moldar estratégias do Brasil frente a uma região com maior incidência de governos alinhados a agendas apresentadas como conservadoras.
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