- EUA vão acelerar o uso de IA para segurança nacional, com um memorando assinado por Trump orientando órgãos federais e as Forças Armadas a ampliar a adoção da tecnologia.
- A Casa Branca afirma que a IA não deve ser usada para vigilância ilegal e que o objetivo é fortalecer defesa e proteção de infraestruturas críticas.
- O presidente determinou que o secretário de Defesa terá noventa dias para atualizar a diretriz sobre a autonomia de sistemas de armas, buscando alinhamento com a cadeia de comando.
- O memorando incentiva a adoção de soluções de IA de múltiplos fornecedores para evitar dependência de um único sistema e atualiza orientações sobre sistemas autônomos, proibindo desativação sem autorização prévia.
- O documento envolve um impasse entre o Departamento de Defesa e a Anthropic, classificando a empresa como risco para a cadeia de suprimentos devido a restrições sobre uso do Claude em vigilância em massa e armamentos autônomos.
O governo dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira (5 jun 2026) que acelerará o uso de IA em ações de segurança nacional. A Casa Branca afirmou que a tecnologia não deverá ser usada para vigilância ilegal.
O presidente Donald Trump assinou, na terça-feira (2 jun 2026), uma ordem executiva para ampliar o acesso a modelos avançados de IA pelo governo. O objetivo é avaliar riscos cibernéticos e proteger infraestruturas críticas.
A medida define que o secretário de Defesa terá 90 dias para atualizar a diretriz sobre a autonomia de sistemas de armas, buscando alinhamento com a cadeia de comando militar. Quaisquer ferramentas de IA devem respeitar limites legais.
Além disso, o memorando estabelece que fontes de IA de múltiplos fornecedores devem ser usadas para evitar dependência de um único sistema, conforme explicou o diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca.
Contexto
O texto também orienta que tecnologias de IA não sejam desenvolvidas nem utilizadas para censurar a expressão ou para vigilância sem autorização legal. A meta é tornar a adoção de IA mais rápida e segura, sem violar direitos civis.
O documento surge em meio a um impasse entre o Pentágono e a Anthropic, empresa de IA, iniciado em março de 2026. O Departamento de Defesa classificou a Anthropic como risco potencial para a cadeia de suprimentos.
O governo norte-americano ressaltou que a Anthropic resistiu a remover restrições que limitavam o uso do Claude em vigilância em massa e armas autônomas. A decisão afeta operações militares que já utilizavam a ferramenta.
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