- EUA atacaram locais de radares costeiros iranianos em Goruk e na Ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, após derrubarem quatro drones iranianos.
- Autoridade dos EUA disse que os drones tinham como alvo o tráfego marítimo regional.
- O Irã informou ter atingido bases dos EUA com mísseis; os militares norte-americanos afirmaram que seis mísseis foram interceptados e um não atingiu o alvo.
- Defesas aéreas do Kuwait interceptaram ataques de origem não revelada; no Bahrein, sirenes tocaram e moradores foram orientados a buscar abrigo.
- O episódio ocorre em meio a negociações indiretas entre EUA e Irã para um acordo interino, que envolve questões como o programa nuclear e o estreito de Ormuz.
Os Estados Unidos atacaram alvos de radar costeiro no Irã após derrubarem quatro drones iranianos no Estreito de Ormuz, em uma escalada militar que ocorre em meio a tentativas de cessar a guerra entre as duas nações. O ataque foi anunciado pelo Comando Central dos EUA.
Segundo autoridades americanas, os drones iranianos tinham como objetivo o tráfego marítimo da região. Os militares dos EUA afirmaram ter lançado ataques em Goruk e na Ilha de Qeshm, ambos situados no Estreito de Ormuz.
O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica informou ter alvejado bases dos EUA na região com mísseis, em retaliação, e afirmou ter disparado contra quatro navios-tanque que tentavam cruzar o estreito sem permissão.
Reação regional e desdobramentos
A defesa aérea do Kuwait interceptou ataques de mísseis e drones de origem não revelada, conforme a mídia estatal. No Bahrein, sirenes soaram e moradores foram orientados a buscar abrigo.
O Irã afirmou ter atingido bases dos EUA com mísseis balísticos, porém militares norte-americanos indicaram que seis mísseis foram interceptados e um não alcançou o alvo.
As negociações entre EUA e Irã seguem, em formato indireto, para um acordo interino que interrompa a guerra de três meses, com ganhos condicionados a futuras tratativas sobre o programa nuclear e sanções.
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