- Peru volta às urnas neste domingo, 7, para o segundo turno entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez.
- Keiko, conservadora e filha do ex-presidente Alberto Fujimori, liderou o primeiro turno com 17,17% dos votos.
- Roberto Sánchez, de esquerda, ficou em segundo no primeiro turno; ele é conhecido pelo uso de um chapéu camponês de aba larga.
- As pesquisas apontam cenário indefinido, com vitória de margem apertada, repetindo a disputa do primeiro turno.
- Ambos têm ligações com governos passados: Fujimori dirigente conservadora ligada ao legado do pai; Sánchez foi ministro de Pedro Castillo e defende uma nova Constituição.
Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputam o segundo turno das eleições presidenciais do Peru, marcado para este domingo. A votação ocorre em meio a indefinição nas pesquisas, com o resultado dependendo de votos em regiões diferentes do país.
Keiko Fujimori, 51 anos, liderou o primeiro turno com 17,17% dos votos. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, ela promete segurança mais rígida, combate à violência e expansão de programas sociais voltados às famílias pobres. O passado político do clã continua influente no debate.
Roberto Sánchez, 57, representa a esquerda e ficou em segundo no pleito, após superar o terceiro colocado por cerca de 21 mil votos. Apoiador de mudanças constitucionais, ele defende maior controle estatal sobre recursos naturais, tributação de grandes fortunas e reformas no sistema judiciário.
Perfil dos candidatos
Keiko promove uma agenda de ordem pública e estabilidade, buscando ampliar o papel das Forças Armadas no combate ao crime e reforçar leis antiterroristas. Rejeições a críticas sobre ligações com o governo de seu pai têm sido parte de sua estratégia de campanha.
Sánchez apresenta-se como agente de um “novo começo” para o Peru, associando-se a mudanças constitucionais e a um yet mais controle estatal. Ele também defende maior atuação policial e militar no enfrentamento ao crime organizado.
Controvérsias e contexto
Histórico de Keiko inclui investigações por financiamento de campanha, com prisões preventivas entre 2018 e 2020. O tema permanece presente na aritmética eleitoral e na avaliação de rejeição pública, que caiu entre o primeiro e o segundo turnos.
Roberto Sánchez enfrenta denúncias de atuação em processos administrativos e de informações de campanha, com promotores sugerindo prisão em situações anteriores. Ainda assim, ele mantém apoio de setores que desejam ruptura com políticas vigentes.
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