- O veto da União Europeia à carne brasileira, por uso inadequado de antimicrobianos na pecuária, foi oficializado pela UE na sexta-feira passada.
- O governo pretende reverter o veto por meio de negociação, sem excluir reação com medidas de reciprocidade caso o Brasil não seja tratado como parceiro.
- O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, afirmou que tudo no comércio internacional é via de mão dupla e que o Brasil espera ser bem tratado pelos europeus.
- O Ministério da Agricultura trabalha para manter fluxos comerciais com os Estados Unidos, buscando manter certificados sanitários e regulamentação estável.
- Uma nova reunião técnica com a União Europeia deve ocorrer nos próximos quinze dias para apresentar garantias técnicas e tentar a reinserção do Brasil na lista de países aprovados.
O governo brasileiro pretende reverter o veto da União Europeia à carne bovina nacional por meio de negociação. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, afirma que o Brasil não descarta medidas de reciprocidade caso não seja tratado como parceiro. A fala ocorreu em entrevista gravada na segunda-feira, antes de o veto ser oficializado pela UE.
Rua diz que comércio internacional é uma via de mão dupla e que o país espera ser bem tratado para manter boas relações com a UE e com os mercados europeus. O veto foi publicado pela UE na sexta-feira, por descumprimento de regras sobre uso de antimicrobianos na pecuária.
O governo também aborda o tema com os Estados Unidos, ressaltando a relação estratégica. Segundo o secretário, o Ministério trabalha para manter fluxos comerciais e certificados sanitários estáveis, mesmo diante de decisões que possam impactar o comércio.
Contexto da decisão europeia
A UE barrará a carne brasileira a partir de setembro, por conta do uso excessivo de antimicrobianos. Técnicas e exigências de sanidade permanecem em foco, com o Brasil apresentando esclarecimentos técnicos à DG SANTE, autoridade sanitária europeia.
O Brasil afirma ter um sistema sanitário robusto e espera ser considerado um parceiro confiável. Técnicas de melhoria e esclarecimentos deverão ser encaminhados para avaliação nos comitês da Comissão Europeia.
A expectativa é que uma nova reunião técnica ocorra nos próximos 15 dias. A ideia é retomar a inclusão do Brasil na lista de fornecedores aprovados, com diálogo claro e transparente entre as partes.
Perspectivas para o comércio externo
O governo mantém foco na continuidade dos fluxos comerciais com os EUA, principal parceiro do setor após a Europa. O objetivo é evitar interrupções em certificados e regulamentações que sustentem o comércio bilateral.
Representantes do agronegócio questionam impactos de eventuais mudanças regulatórias, e o governo reforça que o Brasil continua presente como fornecedor estável de café, suco de laranja e carnes ao exterior.
Observações finais
O secretário aponta que o Brasil não deixa de considerar medidas que possam preservar seus interesses comerciais. A posição é de cooperação, com a expectativa de que o diálogo técnico resulte em entendimento entre as partes.
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