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Irã afirma que agência da ONU politiza supervisão do programa nuclear

Irã critica a AIEA por politizar relatórios; diz que perdas de supervisão derivam dos ataques, não da cooperação do Irã

Carro de segurança passa em frente a unidade nuclear de Natanz, a 300 km ao sul de Teerã
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  • O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse que a Agência Internacional de Energia Atômica deve evitar transformar relatórios técnicos em instrumentos de pressão política.
  • Ele afirmou que a perda de capacidade de supervisão em algumas instalações ocorreu devido aos ataques sofridos, não pela falta de cooperação do Irã.
  • Segundo Gharibabadi, a AIEA estaria usando as consequências dos ataques dos Estados Unidos e de Israel para criar ambiguidade sobre o programa nuclear iraniano.
  • A AIEA enviou um relatório aos Estados membros na quinta-feira, com poucas mudanças em relação aos últimos, e reforçou pedidos para que Teerã explique o destino dos estoques de urânio enriquecido.
  • O documento destaca preocupações com a ausência de acesso para verificar o urânio enriquecido previamente declarado e menciona a perda de continuidade do conhecimento nos locais atingidos.

O Irã reivindicou que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) politiza a supervisão do programa nuclear do país. Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, reports técnicos não devem virar pressão política para qualquer solução diplomática.

Ele afirmou que a perda de capacidade de verificação em algumas instalações decorreu dos ataques ocorridos, e não da falta de cooperação iraniana. Alega ainda que a agência usa as consequências dos ataques para criar ambiguidade sobre o programa.

A declaração coincide com o envio, pela AIEA, de um relatório aos membros da organização na quinta-feira, com poucas alterações em relação ao relatório de fevereiro. O documento reiterou pedidos sobre o destino de estoques de urânio enriquecido.

Mudança de tema: contexto e impactos

O urânio enriquecido do Irã tem sido obstáculo nas negociações com os EUA para encerrar a guerra. Washington e Tel Aviv defendem a conclusão do programa nuclear de Teerã como objetivo central, com novos ataques no fim de fevereiro.

O relatório confidencial foi visto pela Reuters antes da próxima reunião do Conselho de Governadores da AIEA. A análise aponta que o acordo de salvaguardas deve ser implementado sem suspensões por parte do Irã.

Detalhes de inspeção e estoques

A AIEA não conseguiu retornar a locais nucleares bombardeados em junho do ano passado. Dados sobre estoques de HEU e LEU, incluindo urânio de alta pureza, permanecem incompletos. A agência alerta para riscos de proliferação.

A falta de continuidade do conhecimento sobre o material nuclear, especialmente nos locais atingidos, é descrita pela AIEA como uma preocupação que requer solução urgente. A situação complica a verificação do cumprimento do Tratado de Não Proliferação Nuclear.

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