- O Irã registra o fechamento de 50 mil mesquitas entre as 75 mil existentes no país.
- Observa-se o fortalecimento de uma igreja cristã subterrânea, com relatos de crescimento per capita.
- As informações foram dadas por Mohamad Faridi, presidente da Iranian Christians International, em entrevista ao podcast No Longer Nomads.
- A narrativa histórica do Irã envolvia martírio sob o regime, mas hoje há busca por fé fora do Islã desde a Revolução de 1979.
- Convertidos ao cristianismo enfrentam riscos como prisão e perseguição, mesmo assim milhares se reúnem em igrejas domésticas secretas.
O Irã enfrenta uma transformação religiosa que ganha notoriedade com relatos de que cerca de 50 mil mesquitas teriam fechado as portas. A afirmação chega à tona por meio de Mohamad Faridi, líder da Iranian Christians International, em entrevista a um podcast.
Segundo Faridi, desde a Revolução de 1979 as narrativas de martírio moldaram a educação religiosa de crianças, cultivando temor à morte. Ele descreve um retrato marcado por experiências de coerção e medo durante o treinamento militar.
A partir dessas vivências, Faridi sustenta que há um movimento de questionamento que levou à procura por uma fé que ofereça sentido além dos rituais. O relato aponta para uma adesão crescente ao cristianismo na forma de igrejas subterrâneas.
Fechamento de mesquitas e crescimento cristão
Relatos monitorados por organizações de defesa religiosa indicam que parte da população busca novas formas de espiritualidade, mesmo diante da perseguição. O Irã é citado como um dos lugares com um crescimento significativo de comunidades cristãs não formais.
Entre protestos de 2026, houve registro de ações públicas que sinalizam descontentamento com décadas de repressão, corrupção e violência. Tais eventos são vistos como indicativos de mudanças profundas no cenário religioso iraniano.
Ainda que haja afastamento do Islã institucional, muitos iranianos continuam buscando respostas espirituais. Observadores apontam que a igreja subterrânea cresce de modo acelerado per capita, com relatos de conversões surgindo a partir de sonhos ou experiências percebidas como milagrosas.
O ministério liderado por Faridi atua na evangelização e no apoio a comunidades cristãs clandestinas. A organização também foca em distribuição de Bíblias e no fortalecimento da presença cristã entre muçulmanos, no Irã e além.
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