- Os Estados Unidos classificam 96 grupos como organizações terroristas, com atuação relevante em 51 países.
- A lista inclui jihadistas, facções político‑militares, grupos criminosos e movimentos de esquerda na Europa, com exemplos como Estado Islâmico, Al-Qaeda, Hamas, PKK, PCC, CV, Cartel de Sinaloa e Cartel de Jalisco Nueva Generación.
- Brasil passa a ter PCC e CV entre as organizações terroristas estrangeiras, classificação publicada no Federal Register em 5 de junho de 2026; implica maior fiscalização de apoios materiais e de fluxos de recursos.
- Nas Américas, são 21 grupos atuando em 11 países; destaque para o Cartel de Los Soles, citado como ligado à cúpula venezuelana, hipótese contestada pela Justiça dos EUA.
- Na Ásia e África predomina o jihadismo; na Ásia há 50 grupos atuando em 19 países, com Paquistão e Iraque entre os mais afetados; na África são 18 grupos em 16 países, com atuação no Sahel e em outras regiões.
O governo dos Estados Unidos classificou 96 grupos como organizações terroristas, conforme levantamento do Poder360 com base no Departamento de Estado americano. As entidades atuam de forma relevante em 51 países, incluindo jihadistas, grupos político-militares, organizações criminosas e movimentos de esquerda extremista na Europa.
A lista amplia instrumentos legais e financeiros contra esses grupos. Pela lei norte-americana, prestar apoio material ou recursos pode configurar crime, e instituições financeiras devem bloquear esses recursos e informar as autoridades dos EUA.
América Latina e Caribe
Na sexta-feira, 5 de junho de 2026, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) passaram a constar da lista de organizações terroristas estrangeiras. A designação foi publicada no Federal Register e entrou em vigor no mesmo dia, após anúncio do secretário de Estado Marco Rubio em 28 de maio.
Na prática, a classificação reforça o esforço dos EUA para coibir redes associadas a crime organizado, tráfico de drogas e violência transnacional. No total, 21 grupos da região aparecem com atuação relevante em 11 países.
Entre as novas designações, o Cartel de los Soles, na Venezuela, é apontado como ligado à alta cúpula do regime venezuelano. A acusação envolve alegação de clientelismo dentro da elite; em janeiro, o Departamento de Justiça retirou a afirmação de Maduro liderar a organização, passando a tratá-la como um sistema difuso.
Ásia
A lista destaca maior concentração de organizações na Ásia e na África, com 50 grupos atuando em 19 países. O Paquistão registra 15 grupos, seguido pelo Iraque (10) e pelo Afeganistão e a Palestina (7 cada).
Entre os grupos conhecidos, aparecem Al-Qaeda, Estado Islâmico, Hamas, Hezbollah, Talibã do Paquistão, Lashkar-e-Tayyiba e Jaish-e-Mohammed. O EI é apresentado por braços regionais distintos, como EI no Iraque e na Síria e Província de Khorasan.
África
Na África, 18 organizações atuam em 16 países, com maior concentração no Sahel. Mali e Níger concentram 5 grupos cada, seguidos por Nigéria, Líbia, Chade, Camarões, Burkina Faso e Egito.
Entre os nomes aparecem Boko Haram, al-Shabaab, Al-Qaeda no Magrebe Islâmico e o Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos, além de braços do EI na África Ocidental, no Grande Saara e na Líbia.
Europa
Na Europa, há 9 organizações com atuação relevante em 6 países. O conjunto reúne movimentos de extremismo político de esquerda radical e organizações separatistas, além de insurgentes ligados ao conflito na Irlanda do Norte.
Entre as entidades identificadas estão Antifa Leste, Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional, Justiça Proletária Armada, Autodefesa Revolucionária de Classe e Luta Revolucionária, além do Exército Republicano Irlandês de Continuidade e do Novo IRA.
Grupos irlandeses aparecem como dissidências associadas à tradição republicana, não ao antigo IRA Provisório. A Grécia é o país com mais entidades listadas, com três grupos atuando no território.
Entre na conversa da comunidade