- O Senado volta a funcionar em julho, aumentando o peso da Câmara alta e impondo aprovação de leis em duas Casas.
- O Força Popular, de Keiko Fujimori, lidera o Legislativo com 41 de 130 cadeiras na Câmara e 22 de 60 no Senado; o Juntos pelo Peru, de Roberto Sánchez, tem 32 na Câmara e 14 no Senado.
- A configuração atual pode oferecer mais estabilidade, mas também pode tornar mais lenta a troca de presidentes, por exigir consenso entre as duas Casas.
- A popularidade do Congresso segue muito baixa: pesquisa de maio de 2025 aponta desaprovação de 93% entre os eleitores.
- A eleição pintou um Congresso com recusa à reeleição de muitos políticos, medida impulsionada pela campanha popular, com apenas 24 dos 130 deputados reeleitos.
O Peru aguarda a escolha do presidente entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, no segundo turno das eleições. O desfecho chega em meio a um Parlamento que destituiu quatro presidentes nos últimos dez anos, em um sistema que passou a combinar traços de parlamentarismo e presidencialismo.
A Assembleia Peruana volta a operar com duas casas a partir de julho, após mais de três décadas sem esse modelo. A configuração reforça o papel do Legislativo, mas pode dificultar a troca rápida de ocupantes do Palácio de Gobierno, diante da alta instabilidade política recente.
Estrutura do Congresso e efeitos políticos
Na Câmara dos Deputados, o Força Popular lidera com 41 das 130 cadeiras. No Senado, a sigla leva 22 de 60 assentos. Em seguida, aparece Juntos pelo Peru, com 32 cadeiras na Câmara e 14 no Senado. A divisão sugere maior necessidade de negociação entre as Casas.
Contexto de apoio e insatisfação pública
Em maio de 2025, pesquisas apontaram que 93% dos peruanos desaprovam a atuação do Congresso, indicador que se manteve acima de 90% desde 2023. A popularidade da política é definidora do ambiente eleitoral, marcado por críticas à gestão legislativa anterior.
Histórico recente e referências nacionais
Em 2024, o Senado foi recriado, mesmo com rejeição de 90,5% da população em referendo de 2018. A medida reacende o debate sobre o equilíbrio entre poderes e a governabilidade em um cenário de crise institucional.
Perspectivas para governabilidade
Especialistas divergem: alguns afirmam que duas Casas podem trazer estabilidade ao exigir consensos, enquanto outros defendem que a necessidade de aprovar leis em duas instâncias pode dificultar decisões rápidas. A eleição indicará qual caminho prevalecerá.
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