- A Meliá encerrou, de forma imediata, as operações de 15 dos seus 34 hotéis em Cuba, vinculados à rede Gaviota, controlada pela Gaesa.
- A Iberostar desistiu de 12 dos seus 16 estabelecimentos na ilha, enquanto a canadense Blue Diamond abandonou todas as suas operações com efeito imediato.
- A Archipelago International retirou a marca Aston de vários hotéis em Havana, ampliando o impacto para o setor turístico.
- As saídas ocorreram após sanções dos Estados Unidos contra a Gaesa, com a assinatura de uma ordem executiva por Donald Trump e o prazo para encerramento antes de cinco de junho.
- Entre janeiro e abril de 2026, Cuba recebeu 328.608 visitantes internacionais, 55,8% a menos que o mesmo período de 2025, agravando a crise do turismo no país.
O anúncio de saída de grandes redes hoteleiras estrangeiras ocorre em meio a um novo aperto dos Estados Unidos contra a Gaesa, braço militar cubano. As sanções afetam diretamente o setor turístico, já abalado por uma crise prolongada.
Na prática, marcas espanholas e canadenses desligaram operações em cuba, com efeito imediato para algumas unidades. As empresas citadas mencionaram motivos legais, operacionais e a piora do quadro energético local.
Saída de redes principais
A Meliá encerrou 15 de seus 34 hotéis vinculados à Gaviota, controlada pela Gaesa. A Iberostar abandonou 12 de 16 empreendimentos operados na ilha. A Blue Diamond também encerrou todas as suas operações, sem continuidade.
A Archipelago International, maior grupo hoteleiro privado do Sudeste Asiático, retirou a marca Aston de hotéis em Cuba, incluindo unidades de alto padrão na capital Havana.
Contexto político e econômico
As saídas ocorreram após a assinatura de uma ordem de maio que impõe sanções a pessoas e empresas ligadas à Gaesa. O prazo para encerramento de vínculos foi fixado até 5 de junho, segundo autoridades norte‑americanas.
As redes hoteleiras indicaram uma combinação de pressões legais, riscos de operação e a crise energética como causas da retirada, sem atribuir o movimento exclusivamente aos EUA.
Impactos no turismo e na economia
Cuba vive o que economistas descrevem como o pior momento turístico recente. Entre janeiro e abril de 2026, o país recebeu 328.608 visitantes internacionais, 55,8% a menos que o mesmo período de 2025.
A escassez de combustível, apagões frequentes e rotas aéreas suspensas contribuíram para a deterioração da atratividade. O turismo era visto como fonte crucial de divisas para a economia cubana.
Desafios futuros para Cuba
Especialistas destacam que a perda de operadoras estrangeiras complica a gestão de cerca de 80 mil quartos. O governo cubano precisará decidir entre concentrar hóspedes em menos unidades ou buscar novos modelos de operação.
A manutenção das instalações, com altos custos fixos, também representa desafio, já que recursos para sustentar a rede hoteleira estatal não são simples de obter. O horizonte permanece incerto.
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