- A contagem de votos na Califórnia é lenta devido a verificações redundantes e ao prazo para correção de erros pelos eleitores, com grande uso de cédulas pelo correio.
- Cada eleitor recebe cédula pelo correio, as assinaturas são checadas eletronicamente e por observadores, e os votantes têm 22 dias para “corrigir” eventuais problemas.
- O atraso tem gerado cobranças de suposta fraude por parte de Donald Trump; um procurador federal foi destacado para observar a apuração em Los Angeles.
- Especialistas dizem que o sistema funciona para evitar fraudes e garantir que cada voto seja contado, mas apontam caminhos para acelerar o processo.
- Entre as sugestões, estão mais recursos para equipes e infraestrutura, e reduzir o prazo de correção; algumas autoridades já avançaram em votar presencialmente para acelerar a leitura dos votos.
O atraso na contagem de votos na Califórnia gerou críticas de Trump e aliados, que acusaram o processo de tentar fraudar as eleições. Especialistas afirmam que a lentidão acompanha o funcionamento do sistema, criado para evitar erros e garantir que cada voto seja contabilizado.
O governo estadual destacou que a contagem é lenta por causa de verificações redundantes e da possibilidade de correção de votos com problemas. Em média, a maioria dos eleitores envia cédulas pelo correio, o que aumenta o tempo necessário para consolidar resultados.
Logo após o fechamento das urnas, Trump questionou a integridade das eleições para governador e para a prefeitura de Los Angeles. A Justiça federal designou um procurador para observar a contagem em Los Angeles nesta semana.
Quem participa: a maior parte dos votantes utiliza cédulas enviadas pelo correio, com verificação eletrônica e humana de assinaturas. O estado concede aos eleitores 22 dias para corrigir erros de preenchimento, processo conhecido como “cure”.
A lente de verificação busca evitar fraudes, mas aumenta o intervalo entre o voto e o anúncio de resultados. Em um estado com o maior eleitorado registrado, esse equilíbrio entre segurança e rapidez impõe o ritmo atual.
Analistas apontam que melhorias são possíveis sem comprometer a confiabilidade. Entre as propostas estão investir em pessoal, equipamentos e espaço para acelerar a triagem de votos, além de reduzir o tempo de cure.
Algumas cidades já adotaram medidas para acelerar o processamento, permitindo que eleitores com cédulas de pessoa presente acompanhem a validação no local. Essa prática aumenta a transparência e a confiança no processo.
Especialistas destacam que o dia da eleição é o principal gargalo, por envolver muitos votos entregues fisicamente. Ainda assim, a prática de contar apenas após o encerramento dos sorteios pode prolongar o atraso na divulgação dos resultados.
Vistas às mudanças: a Assembleia já reduziu o prazo de cure de 26 para 22 dias no ano passado. Pesquisadores sugerem que novas reduções poderiam acelerar a divulgação sem prejudicar os eleitores mais remotos.
O debate sobre o tempo de divulgação persiste, mas a avaliação técnica é de que o sistema funciona como planejado para reduzir erros. O objetivo é manter a precisão e a integridade do pleito, mesmo com a demora.
Fontes indicaram que as investidas para acelerar a contagem não devem comprometer a verificação de assinaturas nem o direito de voto. O governo estadual afirma que qualquer ajuste precisaria de aprovação legislativa.
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