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Papa pede fim de discursos que dividem a sociedade durante visita à Espanha

Durante a visita de sete dias à Espanha, o papa Leão XIV pede fim de discursos que dividem a sociedade e enfatiza a recepção de migrantes

Papa Leão XIV participa de encontro com autoridades e representantes da sociedade civil no Palácio Real de Madri, no início de visita à Espanha.
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  • O papa Leão XIV inicia, em Madri, uma visita de sete dias à Espanha, centrada na imigração e na recepta de migrantes, e pede o fim de discursos que dividem a sociedade.
  • Em discurso no Palácio Real, agradeceu o compromisso espanhol com o direito internacional e o multilateralismo, e elogiou o engajamento pela paz.
  • O pontífice criticou divisões e simplificações, destacando que a mensagem de paz deve ecoar entre quem não adere a ideologias prontas; o momento ocorreu na presença de Santiago Abascal, líder de partido de extrema direita, que aplaudiu ao final.
  • A agenda inclui uma oração no estádio Santiago Bernabéu com cerca de 400 mil jovens, uma missa em Madri na praça de Cibeles para aproximadamente um milhão de fiéis e, na segunda-feira, discurso inédito no Parlamento espanhol; também haverá visita às ilhas Canárias para encontrar migrantes e organizações que os apoiam.
  • Sobre abusos sexuais, o rei Felipe VI elogiou a clareza do papa; estimativas oficiais apontam que mais de 200 mil menores podem ter sofrido abusos por religiosos na Espanha desde 1940, e houve acordo entre governo e Igreja para indenizar vítimas.

O papa Leão XIV chegou a Madri para uma visita de sete dias centrada na imigração e na recepção de migrantes. No primeiro dia, ele pediu o fim de discursos que dividem a sociedade e de simplificações estéreis, em discurso no palácio real de Madri. A entrega ocorreu na presença do rei Felipe VI e do primeiro-ministro Pedro Sánchez.

Em seu discurso, o pontífice agradeceu o compromisso da Espanha com o direito internacional e o multilateralismo, bem como o engajamento pela paz. A visita tem caráter de Estado e inclui encontros com autoridades, movimentos sociais e migrantes, além de uma missa em Barcelona e uma vigília em Madrid.

O entendimento entre governo espanhol e Igreja Católica sobre abusos sexuais foi tema durante a recepção no aeroporto. Felipe VI elogiou a clareza do papa diante das denúncias, destacando a importância de reconhecer as vítimas e avançar na transparência. O Vaticano e o governo espanhol já firmaram acordo indenizatório com vítimas, em março.

Contexto político e agenda

O cenário envolve tensões internacionais, com críticas de líderes dos EUA a posições do papa sobre conflitos no Oriente Médio. O primeiro dia também provocou reações políticas internas, com o Partido Popular e Vox criticando o plano de imigração do governo socialista.

Durante a visita, estão anunciadas atividades que visam destacar a justiça social. Na segunda-feira, o pontífice fará um discurso no Parlamento espanhol e, entre outras atividades, visitará as Canárias para dialogar com migrantes e organizações que os apoiam.

Agenda religiosa e migratória

No domingo, Leão XIV celebra uma missa na praça de Cibeles, em Madri, com a participação de fiéis. Em Barcelona, está programada outra missa na Sagrada Família, que marca um século após a morte de Antoni Gaudí. A caminhada seguinte será nas Canárias, porta de entrada de migrantes para a Europa.

Ao falar com jornalistas durante o voo, o papa reconheceu a persistência dos abusos sexuais na Igreja como uma ferida aberta. Ele prevê encontro com vítimas durante a estadia na Espanha, alinhando-se a uma posição já defendida pela Igreja de enfrentar o tema com seriedade.

Desdobramentos e finanças da visita

O rei Felipe VI recebeu o papa no aeroporto de Madri-Barajas ao lado da rainha Letícia e de Sánchez. A imprensa aponta que, além de questões religiosas, a visita aborda temas de justiça social e políticas migratórias, com impactos esperados na imagem internacional da Espanha.

Estimativas apontam que mais de 200 mil menores podem ter sido vítimas de abusos por religiosos desde 1940, segundo dados oficiais. O governo espanhol e a Igreja firmaram acordo para indenização às vítimas, encerrando anos de resistência da hierarquia eclesiástica.

Com agências

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