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Suprema Corte Argentina decide extradição de casal ligado ao PCC e CV

Supremo da Argentina confirma extradição de casal ligado ao PCC e ao CV para o Brasil, acusado de tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro

Muro com descrição da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, PCC, em São Paulo (Foto: EFE/ Isaac Fontana)
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  • A Suprema Corte da Argentina confirmou, nesta sexta-feira, a extradição para o Brasil do empresário argentino Diego Hernán Dirisio, conhecido como “Mestre das Armas”, e de sua esposa, a paraguaia Julieta Vanesa Nardi Aranda, acusados de vender armas para PCC e CV.
  • Eles respondem na Justiça brasileira por tráfico internacional de armas, organização criminosa transnacional e lavagem de dinheiro, com alegação de que a quadrilha vendia armamento às facções brasileiras.
  • Os magistrados rejeitaram os recursos das defesas, que alegavam perseguição judicial no Brasil por motivos políticos, e mantiveram a decisão que abriu caminho à extradição.
  • A decisão final fica agora nas mãos do Poder Executivo argentino, conforme a corte.
  • A investigação começou em dois mil e vinte, quando Dirisio estava no Paraguai e supostamente importou cerca de vinte e cinco mil armas desde dois mil doze, em operações no valor de US$ duzentos e trinta milhões; as armas teriam números de série raspados em Ciudad del Este.

A Suprema Corte da Argentina confirmou, nesta sexta-feira, a extradição para o Brasil do empresário argentino Diego Hernán Dirisio, conhecido como Mestre das Armas, e de sua esposa, a paraguaia Julieta Vanesa Nardi Aranda. Eles são acusados de vender armas para as facções PCC e CV.

A dupla responde na Justiça brasileira por tráfico internacional de armas, liderança de organização criminosa transnacional e lavagem de dinheiro. A acusação aponta que uma quadrilha sob coordenação deles vendia armamento às facções brasileiras.

Os juízes argentinos rejeitaram os recursos das defesas, que alegavam perseguição judicial por motivos políticos no Brasil. A decisão final depende agora do Poder Executivo argentino, segundo a corte.

A investigação começou em 2020, quando Dirisio atuava no Paraguai. A acusação sustenta que, a partir de 2012, ele importou cerca de 25 mil armas de países como Croácia, Turquia, Chequia e Eslovênia, totalizando US$ 230 milhões.

As armas teriam sido adquiridas por uma terceira pessoa que mantinha contato com os grupos no Brasil. Antes do envio ao país, os números de série eram raspados em Ciudad del Este, conforme as apurações.

Em novembro de 2023, a Justiça brasileira decretou a prisão do casal, que fugiu. Em fevereiro de 2024, Dirisio e Aranda foram detidos pela Interpol na província de Córdoba, Argentina.

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