- Donald Trump reconheceu ter chamado Benjamin Netanyahu de “louco” durante uma ligação tensa, segundo ele em podcast, com irritação pelos ataques israelenses ao Líbano e pelos planos para a região.
- Netanyahu minimizou o desentendimento e afirmou que a relação com Trump continua próxima, ressaltando a amizade entre os dois.
- Trump disse que o Irã concordou em não desenvolver armas nucleares e sugeriu a possibilidade de se encontrar com o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, se as negociações avançarem.
- Analistas no programa O Grande Debate divergem: Ana Amélia Lemos vê surpresa e aponta que a crise amplia a instabilidade no Oriente Médio, com impactos globais como aumento de custos de combustíveis e fertilizantes.
- José Eduardo Cardozo critica a tática de Trump, sugerindo distanciamento do aliado e apontando prejuízos às pesquisas de opinião; afirma que Netanyahu pode ter se beneficiado politicamente do conflito com o Hamas. O cenário permanece incerto e as negociações entre EUA e Irã seguem dificultadas pela ofensiva israelense.
Donald Trump revelou ter chamado o premiê israelense Benjamin Netanyahu de louco durante uma ligação tensa, segundo o próprio ex-presidente em entrevista a um podcast. Ele afirmou ter ficado incomodado com ataques de Israel ao Líbano e com planos para a região.
Trump disse, no entanto, que a relação com Netanyahu continua adequada. Netanyahu teria minimizado o desentendimento e destacado a amizade com o líder norte‑americano. O ex‑presidente afirmou ainda que o Irã concordou em não desenvolver armas nucleares e citou a possibilidade de encontro com o aiatolá Ali Khamenei se as negociações avançarem positivamente.
Analistas discutem as consequências da declaração. Ana Amélia Lemos classificou o episódio como surpreendente, destacando a proximidade entre os dois líderes no xadrez geopolítico. Ela alerta para maior instabilidade no Oriente Médio e impactos globais, como aumento de custos de combustíveis e fertilizantes.
José Eduardo Cardozo adotou tom crítico, sugerindo que a fala busca distanciar Trump de Netanyahu. O comentarista vê o movimento como tentativa de atribuir culpa a terceiros e aponta efeitos adversos na popularidade de Trump nos Estados Unidos.
Cardozo acrescenta que Trump afirmou ter dito que Netanyahu não teria resistido sem o apoio dos EUA. Segundo ele, a avaliação sugere que o líder israelense ganhou espaço político ao associar-se a ações contra o Hamas. O desfecho da tensão permanece incerto.
Os analistas destacam que a ofensiva israelense dificulta negociações entre EUA e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. O cenário de instabilidade continua a preocupar observadores, mesmo sem envolvimento direto de países terceiros.
Entre na conversa da comunidade