- Armênia realiza eleições parlamentares sob pressão russa, com o governo buscando afrouxar laços com Moscou e estreitar cooperação com o Ocidente.
- O primeiro-ministro Nikol Pashinyan afirma que a UE é o principal parceiro para reformas democráticas e reforça a soberania do país, ressaltando relações institucionais com a Rússia.
- autoridades russas impõem restrições a exportações armênias nos últimos dias, enquanto Putin sugere cautela sobre adesão da Armênia à UE e mantém foco na relação com Moscou.
- Investigadores prenderam seis membros do partido Armênia Forte por suposta compra de votos; o líder do grupo, Samvel Karapetyan, afirma que isso não mudará a decisão dos eleitores.
- A UE critica as medidas russas, descrevendo-as como coerção econômica; Moscou também controla parte da energia e infraestrutura da Armênia e rejeita a ideia de união simultânea com UE e União Econômica Euro-Asiática.
Armênia realiza eleições parlamentares sob influência russa, com a troca de alianças entre Ocidente e Moscou em foco. O governo cessante busca mandato para reduzir laços com a Rússia e aprofundar cooperação com o Ocidente. Pashinyan diz defender independência, soberania e democracia, ressaltando parceria com a UE.
A votação ocorreu neste domingo, 7, em meio a tensões políticas e pressões externas. O premiê e o partido Contrato Civil aparecem como candidatos a manter o poder, defendendo equilíbrio na política externa para manter boas relações com EUA, UE e Rússia, além de vizinhos como Turquia e Irã.
Contexto externo
Autoridades russas endureceram relações com a Armênia, com restrições a exportações nacionais nas semanas que antecederam as eleições. Putin sinalizou que a Armênia pode não se afastar da Rússia, mas deixou espaço para aproximação com a UE, sob condições ligadas ao que ocorre na Ucrânia.
Na véspera da votação, investigadores armenios cumpriram seis mandados de prisão contra membros do oposição Armênia Forte, por suposta compra de votos. A Comissão Eleitoral Central confirmou que o Armênia Forte pode concorrer, apesar de disputas internas com outros partidos de oposição.
Patch de alianças e incentivos
O Armênia Forte, maior fronte de oposição, defende laços mais estreitos com a Rússia. Outros nomes na disputa incluem Hayastan, liderado por Kocharyan, e Armênia Próspera, liderado por Tsarukyan. Críticas à política de Pashinyan abrangem acordos com o Azerbaijão e a busca de normalizar relações regionais.
As pesquisas indicam vitória provável de Pashinyan, eleito em 2018 após protestos. Ele defende uma política externa equilibrada, mantendo relações com EUA, Europa e Rússia ao lado de parceiros regionais.
Contexto econômico e geopolítico
O governo tem repetidamente destacado que a cooperação com a Rússia é estratégica, incluindo energia e comércio. Moscou mantém influência relevante sobre a infraestrutura armênia, reforçando a presença econômica e política na região. A UE já expressou críticas a medidas que caracterizam pressão econômica.
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