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Casos de abuso na Igreja são ferida aberta, diz Papa Leão 14

Papa Leão XIV afirma que abusos na Igreja são ferida ainda aberta; encontro com vítimas na Espanha marca primeira visita desde 2011

O papa Leão 14, ao centro, com o rei Felipe 6º e a rainha Letizia em frente ao Palácio Real de Madri, na Espanha, no sábado (6.jun.2026)
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  • O papa Leão XIV iniciou a visita à Espanha, a primeira desde 2011, em Madri, diante do rei Felipe VI, dizendo que os abusos são uma ferida ainda aberta.
  • Ele deve se reunir com vítimas de violência sexual na Igreja Católica durante a viagem, com agenda em Madri, Barcelona e nas Canárias.
  • Felipe VI elogiou a clareza do pontífice e destacou a importância de cura e reparação para vítimas, fiéis, Igreja e sociedade.
  • O Papa pediu aos líderes políticos que busquem unidade e combatam a polarização, citando riscos da tecnologia e das redes sociais para a dignidade humana.
  • A programação inclui encontro com o primeiro-ministro Pedro Sánchez, missa na praça de Cibeles, inauguração de uma torre na basílica da Sagrada Família e encontro com migrantes nas Canárias.

O papa Leão 14 afirmou que os abusos na Igreja são uma ferida ainda aberta durante discurso no Palácio Real de Madri, na Espanha. A fala ocorreu na presença do rei Felipe VI, em 6 de junho de 2026, marcando a primeira visita papal ao país desde 2011. O encontro também serviu para reforçar a chamada à cura e à reparação pelas vítimas da violência sexual na Igreja.

O pontífice manifestou o compromisso com o respeito à dignidade humana e pediu que líderes políticos busquem unidade e paz, sem ceder a polarizações. Em tom conciliador, Leão 14 destacou o papel das redes sociais e da tecnologia na ampliação de divisões, defendendo uma apreciação mais profunda da complexidade social.

Agenda da viagem

No domingo, 7 de junho, o Papa celebrou missa na praça de Cibeles, em Madri, observando o público jovem e as mudanças na religiosidade espanhola. Dados de 2025 indicam que 28,8% dos jovens se identificam como católicos, segundo o Guardian, comparando com 17,6% em 2010.

Na segunda-feira, 8 de junho, o pontífice deve se reunir com o primeiro-ministro Pedro Sánchez antes de discursar no Parlamento espanhol. Na terça, em Barcelona, está prevista a inauguração de uma torre na basílica da Sagrada Família.

Na quarta-feira, 10 de junho, o Papa seguiria para as Ilhas Canárias, onde haverá encontro com migrantes que chegaram à Europa após a travessia Atlantic. A viagem ocorre em meio a críticas e dúvidas sobre políticas migratórias.

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