- Não existem medicamentos aprovados contra o vírus Bundibugyo,.variante do Ebola; pacientes recebem principalmente cuidados de suporte e tratamento para os sintomas.
- Profissionais de saúde no leste da República Democrática do Congo usam EPIs e contam com a Cube, unidade de tratamento autônoma, para atender pacientes sem contato direto.
- Duas estruturas Cube chegaram a Bunia e outras duas devem começar a operar em breve; porém, há shortage de EPIs.
- Até o momento, são mais de 282 casos confirmados e 42 mortes, além de mais de 1.000 casos suspeitos, com mais de 220 mortes entre os suspeitos.
- Desafios adicionais incluem atraso na confirmação dos casos, risco elevado para profissionais de saúde e contexto de conflito armado na região.
Profissionais de saúde no leste da República Democrática do Congo trabalham para tratar pacientes com Ebola, proteger equipes e evitar a transmissão do vírus Bundibugyo, a variante em circulação. O surto segue em expansão, com casos suspeitos e confirmados recebendo isolamento.
A estrutura Cube, unidade de tratamento autônoma para doenças infecciosas, facilita atendimento sem contato direto. Ela foi desenvolvida pela Alima, ONG que atua desde 2014, para reduzir riscos aos trabalhadores de saúde e melhorar a experiência dos pacientes.
Na região de Ituri, Bunia é o epicentro do surto. Duas Cubes chegaram no fim de semana e devem começar a operar em breve; outras duas estão a caminho. EPIs são limitados, aumentando a preocupação entre enfermeiros e equipes.
Medidas de proteção e andamento dos testes
O Conselho Internacional de Enfermeiros alerta para a escassez de EPIs, o que preocupa a segurança dos profissionais. Enquanto isso, pacientes com suspeita são encaminhados a centros de tratamento para coleta de amostras e monitoramento.
A confirmação de casos avança lentamente, o que facilita a dispersão do vírus para outras províncias. Médicos sem Fronteiras ressalta que o mapa tradicional de transmissão está prejudicado pela demora nos resultados.
Não existem medicamentos aprovados para o vírus Bundibugyo, nem vacinas disponíveis no momento. O tratamento é de suporte, com oxigênio, fluidos e manejo dos sintomas para manter a estabilidade clínica.
Desafios adicionais e contexto
Entre os desafios estão a dificuldade de rastrear contatos e a violência local, que já atingiu centros de saúde. Alarmes com o acesso a locais de tratamento levaram a apelos por cessar-fogo para proteção de equipes.
A OMS acompanha a situação de perto. O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus visitou a região e alertou para a necessidade de cooperação da comunidade e das autoridades para garantir acesso seguro aos serviços.
O vírus se transmite por fluidos corporais. Em Ituri, o conflito militar dificulta a atuação de equipes; áreas vizinhas também registraram casos, ampliando a vigilância epidemiológica.
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