- Um novo carregamento de ajuda humanitária do México chegou a Cuba neste domingo (7), com o navio Asian Katra entrando no porto de Havana pela manhã.
- Este é o sexto envio desde fevereiro, em meio à grave crise econômica e social que a ilha enfrenta, agravada pelo bloqueio ao petróleo imposto pelos Estados Unidos.
- Os EUA dizem que a ação busca pressionar o regime cubano; a distância entre Cuba e a Flórida é de cerca de 150 quilômetros.
- A Organização das Nações Unidas alertou para uma emergência humanitária na ilha, com um plano que custa mais de US$ 90 milhões, financiado apenas em parte.
- Nesta semana, Washington também ampliou sanções a autoridades cubanas, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel, citando repressão a manifestantes em 2021.
Um novo carregamento de ajuda humanitária do México chegou neste domingo (7) a Cuba, em meio a uma grave crise econômica e social. O navio cargueiro Asian Katra entrou no porto de Havana pela manhã. Este é o sexto envio mexicano desde fevereiro.
Desde o final de janeiro, os EUA impõem bloqueios econômicos a Cuba, localizado a 150 km da costa da Flórida. A medida é apresentada pelos norte-americanos como parte de pressões sobre o país. O governo cubano nega intenções de enfraquecer a ilha.
Questionado na quinta-feira (4), o governo americano afirmou que busca manter Cuba sob controle econômico e político. Apenas um petroleiro russo continua autorizado a atracar, com reservas já esgotadas.
Na semana passada, o representante da ONU em Cuba, Francisco Pichon, alertou sobre uma emergência humanitária cada vez maior, citando um “coquetel explosivo” com o início da temporada de furacões. O plano de ação da ONU foca em mais de US$ 90 milhões, porém pouco financiado.
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Sanções a líderes cubanos
Nesta semana, Washington anunciou sanções econômicas contra várias figuras do regime, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel e membros da família Castro. Díaz-Canel já estava sob sanções desde julho de 2025, acusadas de repressão a manifestantes em 2021.
Díaz-Canel afirmou que a agressão externa não derrubará a determinação cubana de resistir ao que chamou de ataque imperial. Em resposta, o governo norte-americano reforçou o bloqueio com o objetivo de pressionar o regime.
Trump, por sua vez, repetiu a intenção de lidar com Cuba em breve, segundo fontes oficiais. As medidas inserem Cuba em um contexto de endurecimento de sanções que impactam setores da economia local.
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