- Honduras cancelou, em março, o contrato com a Missão Milagre, programa cubano de saúde, levando ao cancelamento da cirurgia de catarata de Hector Zelaya em Catacamas.
- Outros países da região — Jamaica, Guiana, Guatemala e Venezuela — também anunciaram ou estão em processo de rescindir contratos com as missões médicas cubanas, impulsionados por pressão dos Estados Unidos.
- A Comissão Interamericana de Direitos Humanos reconhece contribuição das brigadas, mas aponta trabalho forçado, remuneração baixa e coerção de autoridades cubanas.
- Os Estados Unidos adotaram medidas para restringir vistos de autoridades cubanas e de terceiros cúmplices do programa, com promessas de responsabilizar o regime cubano.
- Em contexto econômico, médicos cubanos recebem salários baixos no exterior; há relatos de custos altos para pacientes locais e de que a clínica cubana em Catacamas era a única opção pública de cirurgia ocular na região.
Hector Zelaya caminha com cautela por uma clínica oftalmológica abandonada em Catacamas, Honduras. A cirurgia de catarata que devia ocorrer em abril foi cancelada pela suspensão do contrato com a Missão Milagre, programa médico cubano.
A decisão partiu do presidente hondurenho Nasry Asfura, apoiado por Ronald Trump? Não. O texto cita apoio de EUA; o governo de Washington criticou o programa por supostas irregularidades. O cancelamento impacta milhares de pacientes locais.
Honduras integra um grupo de países que interromperam acordos com missões cubanas, entre eles Jamaica, Guiana, Guatemala e Venezuela. Havana denuncia pressões de Washington para justificar o fim dos contratos.
Programa cubano em xeque
A CIDH avaliou as missões médicas cubanas, reconhecendo impacto positivo, mas apontando trabalhos forçados e coerção. O relatório descreve remuneração baixa, limitações de circulação e distorções de funções.
O governo cubano rebate as acusações e afirma que as brigadas ajudam a saúde pública, inclusive em áreas remotas. Cuba sustenta que a cooperação médica também gera renda para sustentar o sistema.
O medo de perder acesso a serviços de base levou moradores como Zelaya a buscar soluções em clínicas privadas, com custo alto. Em Catacamas, a clínica cubana era a única opção pública na região para cirurgia ocular.
Médicos cubanos relatam regimes de trabalho desafiadores, segundo relatos à CNN. Alguns citam ganhos suficientes para economizar, mas descrevem condições de labor executivo e de remuneração aquém do esperado.
O debate envolve também a política externa de Cuba e a influência norte-americana na região. O secretário de Estado dos EUA tem aumentado restrições de visto para autoridades associadas às missões.
Desdobramentos e impactos
Foram citadas mudanças em políticas de visto para países da América Central, Caribe e África. O objetivo é responsabilizar o regime cubano por suposto uso político das brigadas.
Enquanto o episódio em Honduras lança luz sobre o tema, pacientes e profissionais aguardam desdobramentos que possam manter ou reconfigurar o atendimento médico oferecido por missões cubanas em diversos países.
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