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EUA pressionam países a romper com missões médicas cubanas

Países da região cancelam contratos com Missões Médicas Cubanas sob pressão dos EUA, após CIDH apontar trabalho forçado

Médicos cubanos seguram uma bandeira nacional ao chegarem ao Aeroporto Internacional de Palmerola em 27 de fevereiro de 2024
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  • Honduras cancelou, em março, o contrato com a Missão Milagre, programa cubano de saúde, levando ao cancelamento da cirurgia de catarata de Hector Zelaya em Catacamas.
  • Outros países da região — Jamaica, Guiana, Guatemala e Venezuela — também anunciaram ou estão em processo de rescindir contratos com as missões médicas cubanas, impulsionados por pressão dos Estados Unidos.
  • A Comissão Interamericana de Direitos Humanos reconhece contribuição das brigadas, mas aponta trabalho forçado, remuneração baixa e coerção de autoridades cubanas.
  • Os Estados Unidos adotaram medidas para restringir vistos de autoridades cubanas e de terceiros cúmplices do programa, com promessas de responsabilizar o regime cubano.
  • Em contexto econômico, médicos cubanos recebem salários baixos no exterior; há relatos de custos altos para pacientes locais e de que a clínica cubana em Catacamas era a única opção pública de cirurgia ocular na região.

Hector Zelaya caminha com cautela por uma clínica oftalmológica abandonada em Catacamas, Honduras. A cirurgia de catarata que devia ocorrer em abril foi cancelada pela suspensão do contrato com a Missão Milagre, programa médico cubano.

A decisão partiu do presidente hondurenho Nasry Asfura, apoiado por Ronald Trump? Não. O texto cita apoio de EUA; o governo de Washington criticou o programa por supostas irregularidades. O cancelamento impacta milhares de pacientes locais.

Honduras integra um grupo de países que interromperam acordos com missões cubanas, entre eles Jamaica, Guiana, Guatemala e Venezuela. Havana denuncia pressões de Washington para justificar o fim dos contratos.

Programa cubano em xeque

A CIDH avaliou as missões médicas cubanas, reconhecendo impacto positivo, mas apontando trabalhos forçados e coerção. O relatório descreve remuneração baixa, limitações de circulação e distorções de funções.

O governo cubano rebate as acusações e afirma que as brigadas ajudam a saúde pública, inclusive em áreas remotas. Cuba sustenta que a cooperação médica também gera renda para sustentar o sistema.

O medo de perder acesso a serviços de base levou moradores como Zelaya a buscar soluções em clínicas privadas, com custo alto. Em Catacamas, a clínica cubana era a única opção pública na região para cirurgia ocular.

Médicos cubanos relatam regimes de trabalho desafiadores, segundo relatos à CNN. Alguns citam ganhos suficientes para economizar, mas descrevem condições de labor executivo e de remuneração aquém do esperado.

O debate envolve também a política externa de Cuba e a influência norte-americana na região. O secretário de Estado dos EUA tem aumentado restrições de visto para autoridades associadas às missões.

Desdobramentos e impactos

Foram citadas mudanças em políticas de visto para países da América Central, Caribe e África. O objetivo é responsabilizar o regime cubano por suposto uso político das brigadas.

Enquanto o episódio em Honduras lança luz sobre o tema, pacientes e profissionais aguardam desdobramentos que possam manter ou reconfigurar o atendimento médico oferecido por missões cubanas em diversos países.

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