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Guerra entre EUA e Irã completa 100 dias sem acordo de paz

Guerra entre EUA e Irã completa 100 dias; ataques com mísseis e drones testam cessar-fogo enquanto negociações emperram sobre ativos iranianos e conflito no Líbano

O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com repórteres a bordo do Air Force One, a caminho de Chippewa Falls, Wisconsin, em 5 de junho de 2026. Fotógrafo: Samuel Corum/Getty Images
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  • EUA e Irã chegam a cem dias sem acordo de paz, com ataques de mísseis e drones mantendo o cessar-fogo sob pressão.
  • Negociações estão paralisadas pela disputa sobre bilhões de dólares em ativos iranianos congelados e pelo conflito entre Israel e Hezbollah no Líbano.
  • Centcom informou abate de dois drones iranianos que ameaçavam o estreito de Ormuz; outros ataques de mísseis e drones foram interceptados ou neutralizados.
  • EUA realizaram ataques a instalações de radar costeiro iranianas em Goruk e na ilha de Qeshm; Teerã continua exigindo liberação dos recursos congelados.
  • Paquistão atua como mediador; o conflito segue elevando preços do petróleo e aumentando a apreensão sobre a geopolítica da região.

A guerra entre EUA e Irã chega a 100 dias sem acordo de paz, com nova rodada de ataques testando um cessar-fogo fragilizado. Washington e Teerã seguem sem avanço claro em negociações, travadas pela disputa de ativos iranianos congelados e pelo conflito no Líbano envolvendo o Hezbollah.

O Comando Central dos EUA afirmou ter abatido dois drones de ataque iranianos que ameaçavam o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, principal rota de energia mundial. Foram ataques ocorridos no fim de semana, em meio a interceptações de mísseis no Golfo.

Na sexta, seis mísseis atingiram o Bahrein e o Kuwait, mas foram interceptados ou não chegaram aos alvos, segundo o Centcom. Também houve abatimentos de quatro drones antes de alcançarem Ormuz, além de ações contra radares costeiros iranianos em Goruk e Qeshm.

Desde 28 de fevereiro, início dos ataques coordenados de EUA e Israel contra o Irã, Teerã e seus aliados têm respondido com mísseis e drones contra infraestrutura de petróleo, bases e instalações militares no Golfo. Países da região também registram danos.

Nos EUA, o governo avalia redirecionar ativos iranianos congelados para reconstruir aliados do Golfo atingidos pelos ataques, enquanto Teerã cobra a liberação desses recursos. A disputa complica extensões de cessar-fogo, reabertura de Ormuz e negociações sobre o programa nuclear.

O Paquistão atua como mediador regional. O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou reuniões entre o ministro do Interior paquistanês e o chanceler iraniano, com entrega de uma carta do primeiro-ministro paquistanês ao líder supremo, sem detalhes divulgados.

Trump reconheceu, em entrevista à NBC, que cerca de 21% a 22% do arsenal de mísseis do Irã permanece intacto, afirmando que o país ainda tem capacidade de ataque. O presidente também afirmou que o Irã não está próximo de possuir arma nuclear.

O cessar-fogo enfrenta o maior teste até agora após ataques iranianos ajudarem a matar uma pessoa no principal aeroporto do Kuwait. O Bahrein também foi alvo, e o Kuwait tem sido um dos principais atingidos por Teerã durante a trégua.

As forças israelenses e o Hezbollah seguem em confronto eventual no Líbano. O Hezbollah rejeitou um cessar-fogo mediado pelos EUA entre Israel e o Líbano, informado pelo Departamento de Estado há poucos dias.

O Irã exige um cessar-fogo no Líbano antes de qualquer acordo com Washington, segundo assessores do líder supremo. A situação no Estreito de Ormuz elevou os preços globais do petróleo, alimentando preocupações inflacionárias.

O petróleo reagiu com alta, refletindo o fechamento parcial do estreito. O WTI encerrou a semana acima de US$ 90 o barril e o Brent ficou próximo de US$ 93, números que permanecem acima do pré-conflito.

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