- Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong-un, afirmou que o status da Coreia do Norte como potência nuclear é absolutamente inegociável.
- Ela chamou a ideia de desnuclearização um sonho anacrônico e rejeitou pressões internacionais contra o programa nuclear.
- Kim Jong-un prometeu reforçar o arsenal nuclear e ampliar a produção de mísseis.
- A imprensa estatal informou que o líder norte-coreano pediu um aumento de 2,5 vezes na capacidade de produção de mísseis nos próximos cinco anos.
- O governo chinês acompanha a situação, com Xi Jinping prestes a realizar uma visita, enquanto Washington disse estar aberto ao diálogo sem pré-condições.
Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong-un, afirmou que o status da Coreia do Norte como potência nuclear é absolutamente inegociável, segundo a KCNA neste domingo (07/06).
A declaração ocorreu às vésperas da visita oficial do presidente chinês Xi Jinping ao país. Ela chamou o programa nuclear de linha sem recuo e dura realidade, independentemente de reconhecimento externo.
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse que Washington continua aberto ao diálogo com Pyongyang sem pré-condições, mantendo o objetivo da desnuclearização completa.
Kim Yo Jong encerrou críticas aos EUA, afirmando que alguns funcionários não acordaram de um sonho escapista e anacrônico. Ela destacou que Pyongyang expandirá seu arsenal de forma constante.
A funcionária também contestou a ideia de que a RPDC não é um Estado com armas nucleares e disse que a retórica unilateral dos EUA não tem força legal.
Kim Jong-un prometeu ampliar a produção de mísseis. O líder visitou uma fábrica de materiais nucleares e pediu aumento de 2,5 vezes na capacidade de produção em cinco anos.
Segundo a imprensa estatal, o regime busca reconhecimento internacional como Estado nuclear para defender suas sanções. China e Rússia atuam para conter novas medidas no Conselho de Segurança.
Analistas veem a estratégia norte-coreana como tentativa de obter garantias de segurança e pressões para aliviar sanções, mantendo o foco interno na capacidade nuclear.
Contextualizando, o governo norte-coreano sustenta que o arsenal é essencial para defesa, enquanto EUA, Coreia do Sul e Japão mantêm a visão de ameaça regional.
Fontes: AP, AFP.
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