- O exército de Israel atacou a infraestrutura do Hezbollah no subúrbio sul de Beirute, Dahiyeh, em resposta a disparos do grupo contra o território israelense.
- Foi a primeira ofensiva contra o reduto do Hezbollah desde o cessar-fogo intermediado em 16 de abril.
- O exército informou ter interceptado dois projéteis que cruzaram para o território de Israel vindos do Líbano; não há relatos de vítimas.
- O Hezbollah não reivindicou responsabilidade e rejeita vincular cessar-fogo ao desarmamento, dizendo que Israel deve interromper os ataques e se retirar do sul do Líbano.
- Israel emitiu alerta de evacuação para moradores de Tiro e áreas vizinhas, enquanto o conflito envolve tensões entre Israel, Hezbollah e Irã, com impactos humanitários no Líbano.
O Exército de Israel lançou ataques contra a infraestrutura do Hezbollah nos subúrbios ao sul de Beirute, na área conhecida como Dahiyeh. A ofensiva foi a primeira investida contra o reduto do grupo desde o cessar-fogo intermediado em 16 de abril. O objetivo, segundo Israel, é desmantelar a atuação do Hezbollah na fronteira.
O episódio ocorreu após o Hezbollah disparar ao menos dois projéteis que cruzaram para o território israelense, segundo o próprio Exército. Sinais de alerta em Yiftah e Ramot Naftali precederam o ataque israelense. Não houve confirmação de vítimas até o momento.
Segundo o governo de Israel, o ataque foi ordenado em resposta aos disparos do Hezbollah. O Exército também emitiu alerta de evacuação para moradores de Tyro, no sul do Líbano, e regiões próximas, diante de possíveis novas ofensivas.
Contexto regional
O Irã pressionou por um cessar-fogo no Líbano como condição para qualquer acordo de paz com os Estados Unidos. O Hezbollah ingressou no conflito em 2 de março, em retaliação a operações contra o Irã e a Tel Aviv, em meio a um histórico de violência que já provocou milhares de mortes e deslocamentos.
A ofensiva israelense ocorre mesmo com o cessar-fogo vigente, e Israel afirma mirar apenas membros e infraestrutura do Hezbollah. O grupo rejeita vinculá-lo ao desarmamento como condição de qualquer acordo.
Não houve relatos imediatos de vítimas, segundo fontes oficiais. A tensão entre Israel e o Hezbollah permanece alta, com ataques e respostas militares registrando desdobramentos frequentes na região.
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