- Um tribunal revolucionário de Teerã manteve a condenação de Jafar Panahi em um ano de prisão e proibição de viagem por dois anos, por propaganda contra o regime.
- O recurso contra a condenação foi indeferido; Panahi ainda pode apresentar novo recurso em um tribunal provincial.
- O advogado Mostafa Nili disse que a decisão foi mantida integralmente, segundo a Etemad; o diretor teria retornado ao Irã em 30 de março, conforme a ISNA, mas não confirmou pessoalmente.
- Panahi ganhou a Palma de Ouro em Cannes no ano passado com o filme Foi Apenas um Acidente, que tem conteúdo político e é inspirado em sua própria experiência.
- A acusação aponta para a produção de um filme clandestino e crítico ao establishment governante como base para a condenação.
Um tribunal iraniano negou o recurso de Jafar Panahi e manteve a sentença de um ano de prisão, além da proibição de viajar por dois anos, por acusações de propaganda contra o sistema clerical. A decisão foi anunciada neste domingo.
O cineasta, que teria retornado ao Irã após vencer a Palma de Ouro em Cannes, ainda pode apresentar novo recurso em um tribunal provincial, conforme afirmou o advogado Mostafa Nili ao site Etemad.
Segundo Nili, a condenação se baseia na produção de um filme clandestino considerado problemático pelo poder judiciário, em referência ao filme Foi Apenas um Acidente. Panahi não confirmou pessoalmente seu retorno ao país.
A agência ISNA reportou, em maio, que Panahi voltou ao Irã em 30 de março. O filme aborda a opressão sob o regime, inspirado por experiências próprias do diretor, segundo descrições da produção.
Foi Apenas um Acidente estreou em Cannes e tem como tema cinco iranianos que confrontam um homem acusado de tortura na prisão. A obra reforça a linha crítica já associada ao trabalho de Panahi.
Entre na conversa da comunidade