- O haggis não pode ser vendido nos Estados Unidos desde os anos setenta, por conter pulmões de ovelha, proibidos no alimento humano.
- A regulamentação norte‑americana classifica todos os pulmões como não comestíveis, levando à substituição de pulmões por coração ou fígado nas receitas.
- Comerciantes escoceses defendem a reintrodução do haggis no mercado americano, especialmente durante a Copa do Mundo, quando muitos viajantes vão aos EUA.
- Existem receitas substitutas sem pulmões, mas produtores e lojistas dizem que o sabor e a textura não são os mesmos.
- Em 2023, houve pedidos para revisar a norma, apoiados por cientistas, mas o USDA manteve a proibição devido à falta de evidências suficientes de que pulmões sejam seguros para consumo.
Haggis continua proibido nos Estados Unidos devido a regulações sobre pulmões. A iguaria escocesa, que leva pulmões de cordeiro, não pode ser comercializada no país desde os anos 1970.
A proibição decorre de uma norma do Código de Regulamentos Federais dos EUA de 1971, fundamentada em estudo de 1969 da USDA que apontou anomalias em grande parte dos pulmões inspecionados. O resultado levou a uma proibição geral.
No mercado britânico e europeu, o pulmão costuma ser inspecionado e considerado apto para consumo. Enquanto isso, produtores escoceses tentam reverter a regra, com campanhas de pressão para reintroduzir o produto nos EUA.
Mudança de tema: alternativas e reações
A indústria tem usado substitutos, removendo o pulmão e aumentando o coração ou o fígado na receita. Em Perthshire, o comerciante Simon Howie defende a validade do produto e vê o verão de Copa do Mundo como oportunidade para chamar atenção à questão.
Outro ponto de referência é Anne Robinson, proprietária da Scottish Gourmet USA, que adaptou a receita com fígado de boi como substituto. Mesmo assim, ela diz que a textura do prato original é importante para a identidade do haggis.
Progresso regulatório e próximos passos
Em 2023, uma petição para rever a proibição recebeu apoio de cientistas, mas a agência FSIS manteve o obstáculo, citando falta de evidência suficiente de que pulmões sejam seguros para consumo nos EUA. A avaliação reforça a persistência da regra.
Analistas apontam que mudanças diplomáticas, como ocorreu com tarifas de whisky, poderiam abrir espaço para negociações. No momento, não há prazo ou garantia de mudança na regra de 1971.
Entre na conversa da comunidade