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Setor aéreo fica fora da rota para zerar poluição até 2050, afirma associação

Diretor da Iata afirma que o setor aéreo está fora da trajetória de zero emissões até 2050; atrasos na entrega de aeronaves e baixa disponibilidade de SAF atrapalham a meta

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  • O setor aéreo global está fora da trajetória para zerar emissões líquidas de CO₂ até 2050, segundo Willie Walsh, durante a reunião anual da Iata no Rio de Janeiro neste fim de semana.
  • A Iata afirma que é preciso esforço conjunto de toda a indústria e apoio governamental para alcançar a meta.
  • Entre os entraves, Walsh cita atraso na entrega de novas aeronaves e baixa disponibilidade de combustível sustentável de aviação (SAF).
  • Ele também aponta decepção com fabricantes de aeronaves (OEMs) e com a ausência de reforma dos sistemas de gerenciamento de tráfego aéreo, além de promessas não cumpridas sobre SAF.
  • Durante a abertura do evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil possui vantagem competitiva para liderar o desenvolvimento e a produção de SAF, como grande produtor de biocombustíveis.

O setor aéreo mundial contém-se afastando da meta de zerar as emissões líquidas de carbono até 2050, segundo o diretor-geral da Iata. Em discurso neste domingo, ele destacou que a trajetória atual não é suficiente para atingir o objetivo.

Walsh apontou entraves-chave: atraso na entrega de aeronaves mais eficientes e disponibilidade limitada de combustível sustentável de aviação (SAF). A soma desses fatores ele afirmou que eleva as emissões brutas e dificulta o alcance da meta.

A Iata realiza, neste fim de semana, no Rio de Janeiro, a AGM anual, retornando à América do Sul após 27 anos. A entidade mantém o compromisso de zerar as emissões até 2050, firmado na 77ª Assembleia Geral em Boston, em 2021.

Segundo a Iata, alcançar a meta exige cooperação de toda a cadeia de aviação, incluindo companhias, aeroportos, prestadores de serviços de navegação e fabricantes, além de apoio governamental.

Walsh ressaltou que a falta de reformas nos sistemas de gestão do tráfego aéreo ao redor do mundo contribui para as emissões. Ele também citou que promessas de fornecimento de SAF por parte de empresas fornecedoras têm ficado aquém do esperado.

Durante a abertura do evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin enfatizou a posição do Brasil para liderar o desenvolvimento de SAF. O Brasil é destacado como um grande produtor de biocombustíveis, com potencial para transformar recursos naturais em solução global.

O jornalista que acompanha o evento viajou a convite da Iata.

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