- Conferências oficiais da primeira Rio Nature & Climate Week foram encerradas na sexta-feira, 5, em meio ao foco nas propostas e soluções do Sul Global para a crise climática.
- Regiões como América Latina, África e Sudeste Asiático concentram grande parte da biodiversidade e das florestas remanescentes do planeta.
- O metano foi apontado como prioridade para frear o aquecimento, pois representa parte relevante das emissões de gases de efeito estufa e tem tempo de permanência curto na atmosfera.
- Soluções rápidas incluem capturar o metano em aterros e transformá-lo em biogás, além de reduzir a produção de proteína animal e mudanças na alimentação.
- O encerramento oficial, no sábado, contou com show gratuito na Enseada de Botafogo, com Lauryn Hill como atração principal; participação de outros artistas nacionais e internacionais.
As conferências oficiais da primeira edição do Rio Nature & Climate Week foram encerradas na sexta-feira (5) no Rio de Janeiro. O foco do encontro foi apresentar propostas e soluções do Sul Global para a crise climática, com ênfase em conectar políticas públicas, finanças, ciência e movimentos de base.
Participaram representantes da América Latina, da África e do Sudeste Asiático, regiões que concentram grande parte das florestas tropicais e da biodiversidade mundial. O objetivo é influenciar a agenda global e preparar o Rio para receber anualmente delegações de todo o mundo.
O evento ocorreu meses antes da COP31, marcada para novembro na Turquia, e foi idealizado pelo Instituto Natureza e Clima Brasil. A organização pretende transformar o Rio de Janeiro em polo permanente de debate sobre natureza, clima e soluções do Sul Global.
Metano
A redução das emissões de metano ganhou destaque pela sua potencialidade de atenuação rápida do aquecimento. O presidente do Instituto Natureza e Clima Brasil afirma que o metano representa cerca de um terço das emissões que mais aquecem o planeta, com duração na atmosfera de 10 a 12 anos.
Segundo ele, capturar metano em aterros e resíduos, convertendo-o em biogás, é uma via já dominada pela tecnologia. Outra estratégia envolve a transição alimentar, dado que a pecuária é grande fonte de emissões de metano.
Ana Toni, ex-secretária nacional de Mudança do Clima e atual CEO da COP30, participou do Fórum de Emergência Climática ligado ao evento. Ela destacou que reduzir o metano é uma forma rápida de ganhar tempo na luta climática, com tecnologias disponíveis e soluções economicamente viáveis.
Programação paralela
Entre as atividades paralelas destacaram-se a oficina Vozes que Plantam o Futuro, voltada a crianças e jovens do Complexo do Alemão, com foco em plantio coletivo e vínculo com o território. Também houve debate na Praça Tiradentes sobre racismo ambiental e urbanização sustentável em assentamentos informais.
A proposta é demonstrar como desigualdades estruturais agravam riscos climáticos, destacando a necessidade de inclusão de comunidades vulneráveis nas ações de adaptação. Ministérios da Igualdade racial e das Cidades participaram das iniciativas.
Encerramento
O Rio Nature & Climate Week encerrou no sábado (6) com show gratuito na Enseada de Botafogo. A programação contou com artistas internacionais e brasileiros, incluindo Lauryn Hill, Wyclef Jean, YG Marley, Zion Marley e Ludmilla. O evento foi promovido pela Global Citizen Live Rio.
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