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Trump diz acordo com Irã está próximo, mas faz ameaça dura a Teerã

Trump afirma que acordo com o Irã está próximo, mas manterá sanções e pressão militar; alívio de ativos fica para etapa posterior

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  • Trump afirma que não haverá descongelamento de ativos nem suspensão de sanções enquanto não houver um acordo de paz, com discussão de alívio posterior.
  • Washington mantém pressão militar; pretende incluir cláusula que impeça o Irã de desenvolver ou adquirir armas nucleares.
  • O presidente diz que está muito perto de um acordo, mas insiste em termos mais duros sobre o programa nuclear iraniano; fala em conversar com o aiatolá Khamenei.
  • Forças dos EUA e aliados atacaram o Irã desde 28 de fevereiro; Trump afirma que quase toda a marinha e minas navais iranianas foram neutralizadas, mantendo 50 mil soldados no Oriente Médio.
  • Economia e energia: o fechamento do Estreito de Ormuz elevou temporariamente preços; Trump diz aceitar esse custo de curto prazo para eliminar a ameaça nuclear, e prevê queda no petróleo após o acordo.

Trump afirmou que, apesar de indicar proximidade de um acordo com o Irã, não pretende descongelar ativos nem suspender sanções antes de um possível pacto de paz. Em entrevista ao programa Meet the Press, da NBC News, ele disse que qualquer alívio financeiro virá em etapa posterior.

O presidente americano afirmou que, se o Irã se comportar, as negociações podem avançar. A ideia é manter a pressão econômica e a pressão militar enquanto se busca um acordo para encerrar as hostilidades, segundo ele.

Trump também disse que as tratativas estão próximas de um acordo definitivo, mas que os EUA exigem termos mais duros para os planos nucleares iranianos. A expectativa é incluir cláusula que impeça o Irã de desenvolver ou adquirir armas nucleares por outras vias.

Pressão militar e desdobramentos

Forças dos EUA e de Israel atacaram o Irã desde 28 de fevereiro, conforme o governo Trump tenta fechar um acordo de paz. O presidente afirmou estar próximo de um acordo ou, caso não haja progresso, manter a pressão.

Ele sinalizou que está disposto a dialogar com o aiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, embora tenha declarado não confirmar a localização dele. Também disse que o Líbano não é condição obrigatória de um acordo de curto prazo.

Trump citou planos de cooperação com as forças iranianas para confiscar e destruir urânio enriquecido, caso haja acordo. Em caso de falha, afirmou que as ações militares devem continuar para neutralizar o material nuclear de forma unilateral e segura.

Balanço militar e impactos econômicos

O presidente disse que as forças iranianas foram significativamente enfraquecidas, com grandes perdas na frota naval e em minas navais. Estimativas citadas indicam redução substancial do arsenal de mísseis pré-guerra, mas parte da estrutura inimiga permanece.

Mantém, segundo ele, uma presença regional de 50 mil soldados dos EUA por tempo indeterminado, para sustentar a pressão durante as negociações. Autoridades do governo afirmaram que o cessar-fogo vigente continua, apesar das ações americanas.

Sobre o mercado, Trump reconheceu impactos do fechamento estratégico do Estreito de Ormuz nos preços de gasolina e fertilizantes, mas disse que o custo é aceitável para eliminar a ameaça nuclear. Afirmou esperar queda de preços com o fim do conflito.

*(Com Reuters e Estadão Conteúdo)*

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