- Trump afirmou que os EUA não liberarão ativos nem afrouxarão sanções em nenhum acordo inicial com o Irã; qualquer alívio financeiro ocorrerá apenas depois, se Teerã cumprir os termos.
- O presidente criticou gestões passadas e disse que, sob sua liderança, o desfecho favorecerá os interesses de segurança dos Estados Unidos.
- Ele mencionou que os dois países estão próximos de assinar um acordo definitivo, mas exige termos mais severos para impedir planos nucleares iranianos, incluindo uma cláusula que proíba o Irã de adquirir armas nucleares por vias alternativas.
- Caso haja cooperação, os EUA pretendem trabalhar com as forças iranianas para confiscar e destruir todo o urânio enriquecido; na falta de acordo, as táticas militares dos EUA devem continuar degradando o poderio iraniano.
- Trump afirmou que, segundo relatórios do Pentágono, quase toda a marinha iraniana e 95% das minas navais teriam sido eliminadas nos últimos meses, mantendo 50 mil soldados americanos na região; o fechamento do Estreito de Ormuz impactou temporariamente preços e ele acredita que os valores do petróleo cairão após o término do conflito.
Em entrevista ao programa Meet the Press, da NBC, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA não vão liberar ativos nem afrouxar sanções contra o Irã em um acordo inicial para encerrar a hostilidade entre os dois países. O alívio financeiro só será discutido posteriormente, se Teerã cumprir acordos e demonstrar bom comportamento.
Trump criticou gestões anteriores, citando o acordo com Barack Obama que, segundo ele, envolveu envio de dinheiro em espécie aos iranianos. O presidente disse que, sob sua liderança, o desfecho será mais favorável aos interesses de segurança dos EUA.
ele destacou que as tratativas estão próximas de um pacto definitivo para cessar as hostilidades, mas apontou exigências mais rígidas sobre os planos atômicos do Irã. O objetivo é incluir cláusulas que proíbam o desenvolvimento e aquisição de armas nucleares por vias alternativas.
Situação de cooperação e medidas militares
Caso haja um acordo de cooperação, os EUA pretendem trabalhar com as forças iranianas para confiscar e destruir urânio enriquecido com equipamentos militares americanos. Sem entendimento rápido, Trump afirmou que as forças americanas vão continuar degradando o poderio militar iraniano.
De acordo com o balanço de operações, Trump disse que as forças convencionais do Irã foram quase totalmente destruídas nos últimos três meses. Segundo o Pentágono, 90% da marinha e 95% das minas navais iranianas teriam sido eliminadas, mantendo parte da frota não convencional do IRGC.
Perspectivas econômicas e presença militar
O presidente avaliou que Teerã verifica apenas 21% a 22% do estoque original de mísseis pré-guerra. Mesmo com o enfraquecimento, confirmou a permanência de 50 mil soldados americanos no Oriente Médio por tempo indeterminado, para manter pressão durante as negociações.
Trump reconheceu que o fechamento do Estreito de Ormuz elevou temporariamente os preços domésticos de gasolina e fertilizantes. Disse que aceitou esse custo de curto prazo para eliminar a ameaça nuclear, prevendo queda das cotações globais do petróleo com o encerramento do conflito.
Em relação à economia interna, o presidente elogiou os dados de emprego do último relatório de payroll. Ainda assim, afirmou que não há justificativa para o FED subir as taxas de juros nas próximas decisões de política monetária.
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