- Trump afirmou, em entrevista, que não descongelaria ativos iranianos nem suspenderia sanções antes de um acordo de paz.
- Ele disse que consideraria usar ativos iranianos para reconstrução de aliados apenas após o acordo e não exigiu a participação do Líbano em um curto prazo.
- Autoridades dos EUA mantêm a ideia de um cessar-fogo temporário, mesmo com ataques recentes entre as partes, dizendo que as ações são defensivas.
- O Tesouro avalia redirecionar ativos iranianos para os países do Golfo para reparar danos e discutir custos com danos já causados aos aliados.
- As negociações de paz parecem paralisadas, com diferentes leituras entre autoridades americanas e iranianas e avanços limitados.
Donald Trump afirmou em entrevista à NBC News que não descongelará ativos iranianos nem suspenderá sanções antes de um acordo de paz com o Irã. O anúncio foi feito no programa Meet the Press, gravado na sexta-feira (5).
O presidente destacou que qualquer concessão viria apenas após a conclusão de um acordo aceitável para os EUA. Ele afirmou que, se o Irã se comportar e cumprir o combinado, as negociações podem avançar.
Trump também disse que não exige que o Líbano participe de um acordo de curto prazo com Teerã. Segundo ele, é possível que haja interesse, mas não há obrigatoriedade.
O governo dos EUA tem tentado negociar um cessar-fogo há semanas, em um contexto de ataques entre EUA, Israel e Irã. O rendimento das negociações permanece incerto, segundo autoridades norte-americanas.
Uso de ativos iranianos
Uma fonte ligada ao governo informou que os EUA avaliam redirecionar ativos iranianos para países do Golfo, com o objetivo de reconstrução e reparos após danos atribuídos ao Irã. A avaliação envolve custos para danos a aliados do Golfo e também possíveis reparos em desfechos futuros.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, ordenou a equipe a medir os custos de danos aos aliados do Golfo, incluindo possíveis usos de ativos iranianos para reparos. A notícia surge após declarações de um conselheiro do líder iraniano de que um acordo de paz dependeria da liberação de bilhões congelados.
Cenário tenso e desdobramentos
As negociações de paz permanecem paralisadas, com ataques adicionais entre EUA e Irã registrados recentemente. Paralelamente, um mediador paquistanês encaminhou uma carta ao líder supremo iraniano em Teerã, segundo a agência oficial ISNA.
Na estratégia militar, as forças americanas disseram ter interceptado drones iranianos e atingido radares costeiros iranianos no estreito de Ormuz. O Irã afirmou ter retaliado bases dos EUA no Kuwait e no Bahrein, enquanto o Kuwait reportou danos materiais e sem vítimas após interceptação de mísseis.
O conflito elevou o preço do petróleo e impôs pressões inflacionárias globais. O Irã tem causado interrupções na hidrovia do estreito de Ormuz, enquanto a Opep+ se prepara para ajustes de produção.
Contexto geral
Entre as exigências do Irã estão acesso a receitas de petróleo, levantamento de sanções, liberalização de portos e influência sobre o estreito de Ormuz. O governo dos EUA enfrenta pressão interna para encerrar o conflito, ao mesmo tempo em que mantém o bloqueio a navios iranianos no estreito.
Autoridades alertam que as condições para um acordo são complexas, com posições divergentes sobre o programa nuclear iraniano e o papel de várias partes no Oriente Médio. A leitura de sinais indica que as negociações continuam sem um acordo definitivo até o momento.
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