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Trump não descongelará ativos do Irã até acordo e avalia uso para apoiar aliados

Trump diz que não descongelará ativos iranianos nem suspenderá sanções até acordo de paz, avaliando uso dos ativos para reconstrução de aliados depois

Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com membros da mídia a bordo do Air Force One enquanto voa da Base Conjunta Andrews para o Aeroporto Regional Chippewa Valley em Eau Claire, Wisconsin, EUA
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  • Trump afirmou, em entrevista, que não descongelaria ativos iranianos nem suspenderia sanções antes de um acordo de paz.
  • Ele disse que consideraria usar ativos iranianos para reconstrução de aliados apenas após o acordo e não exigiu a participação do Líbano em um curto prazo.
  • Autoridades dos EUA mantêm a ideia de um cessar-fogo temporário, mesmo com ataques recentes entre as partes, dizendo que as ações são defensivas.
  • O Tesouro avalia redirecionar ativos iranianos para os países do Golfo para reparar danos e discutir custos com danos já causados aos aliados.
  • As negociações de paz parecem paralisadas, com diferentes leituras entre autoridades americanas e iranianas e avanços limitados.

Donald Trump afirmou em entrevista à NBC News que não descongelará ativos iranianos nem suspenderá sanções antes de um acordo de paz com o Irã. O anúncio foi feito no programa Meet the Press, gravado na sexta-feira (5).

O presidente destacou que qualquer concessão viria apenas após a conclusão de um acordo aceitável para os EUA. Ele afirmou que, se o Irã se comportar e cumprir o combinado, as negociações podem avançar.

Trump também disse que não exige que o Líbano participe de um acordo de curto prazo com Teerã. Segundo ele, é possível que haja interesse, mas não há obrigatoriedade.

O governo dos EUA tem tentado negociar um cessar-fogo há semanas, em um contexto de ataques entre EUA, Israel e Irã. O rendimento das negociações permanece incerto, segundo autoridades norte-americanas.

Uso de ativos iranianos

Uma fonte ligada ao governo informou que os EUA avaliam redirecionar ativos iranianos para países do Golfo, com o objetivo de reconstrução e reparos após danos atribuídos ao Irã. A avaliação envolve custos para danos a aliados do Golfo e também possíveis reparos em desfechos futuros.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, ordenou a equipe a medir os custos de danos aos aliados do Golfo, incluindo possíveis usos de ativos iranianos para reparos. A notícia surge após declarações de um conselheiro do líder iraniano de que um acordo de paz dependeria da liberação de bilhões congelados.

Cenário tenso e desdobramentos

As negociações de paz permanecem paralisadas, com ataques adicionais entre EUA e Irã registrados recentemente. Paralelamente, um mediador paquistanês encaminhou uma carta ao líder supremo iraniano em Teerã, segundo a agência oficial ISNA.

Na estratégia militar, as forças americanas disseram ter interceptado drones iranianos e atingido radares costeiros iranianos no estreito de Ormuz. O Irã afirmou ter retaliado bases dos EUA no Kuwait e no Bahrein, enquanto o Kuwait reportou danos materiais e sem vítimas após interceptação de mísseis.

O conflito elevou o preço do petróleo e impôs pressões inflacionárias globais. O Irã tem causado interrupções na hidrovia do estreito de Ormuz, enquanto a Opep+ se prepara para ajustes de produção.

Contexto geral

Entre as exigências do Irã estão acesso a receitas de petróleo, levantamento de sanções, liberalização de portos e influência sobre o estreito de Ormuz. O governo dos EUA enfrenta pressão interna para encerrar o conflito, ao mesmo tempo em que mantém o bloqueio a navios iranianos no estreito.

Autoridades alertam que as condições para um acordo são complexas, com posições divergentes sobre o programa nuclear iraniano e o papel de várias partes no Oriente Médio. A leitura de sinais indica que as negociações continuam sem um acordo definitivo até o momento.

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