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Arsenais nucleares voltam a crescer; risco global aumenta, alerta instituto

Sipri alerta que arsenais nucleares voltaram a crescer, elevando riscos globais conforme Coreia do Norte e China ampliam capacidade

Imagem de satélite mostra prédios destruídos no Centro de Tecnologia Nuclear de Isfahan, após ter sido atingido por ataques aéreos dos EUA, em Isfahan, Irã. Imagem divulgada em 22 de junho de 2025. (Foto: Blacksky/Handout via REUTERS)
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  • O Sipri alerta que arsenais nucleares voltaram a crescer em 2025, com todos os nove países com armas nucleares modernizando e ampliando seus arsenais.
  • O total estimado de ogivas nucleares é de 12.187, sendo 9.745 em reserva para uso potencial e mais de metade concentrada nos Estados Unidos e na Rússia (83% juntos).
  • Divisão por país: Rússia (5.420), Estados Unidos (5.042), China (620), França (370), Reino Unido (225), Índia (190), Paquistão (170), Israel (90) e Coreia do Norte (60).
  • A Coreia do Norte continua expandindo sua capacidade, com estimativas de cerca de 60 ogivas produzidas e material físsil suficiente para 30 a mais.
  • A China também aumentou o total de ogivas, com cerca de 620, dez a mais que no ano anterior, o que pode levar a um número equivalente de mísseis balísticos intercontinentais ao fim da década, dependendo da organização das forças.

O Sipri divulgou que arsenais nucleares voltam a crescer, elevando o risco global. O relatório de 2026 aponta que nove países com armas nucleares modernizaram e ampliaram seus arsenais em 2025. O total mundial é estimado em 12.187 ogivas, das quais 9.745 estão em reserva para uso.

Segundo o levantamento, Rússia e Estados Unidos detêm a maior parte das ogivas, respondendo por 83% do total. A China, com cerca de 620 ogivas, registrou aumento em relação ao ano anterior. Outros países também ampliaram ou mantiveram seus estoques em patamares elevados.

Detalhes por país e tendências

  • Rússia: 5.420 ogivas
  • Estados Unidos: 5.042
  • China: 620
  • França: 370
  • Reino Unido: 225
  • Índia: 190
  • Paquistão: 170
  • Israel: 90
  • Coreia do Norte: 60

Apesar da queda de 13 ogivas em relação a 2025, não se conclui desarmamento. A tendência aponta que países desativam mais ogivas antigas do que criam novas, mas o Sipri alerta que esse equilíbrio pode mudar nos próximos anos.

Contexto estratégico e implicações

A China continua ampliando sua capacidade nuclear, e o relatório sugere que, ao estruturar suas forças, pode alcançar, até o fim da década, patamar de mísseis balísticos intercontinentais similar ao de Rússia ou EUA. O documento também destaca o enfraquecimento de acordos de controle de armas e o atual cenário geopolítico global.

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