- A Comissão Europeia confirmou veto à importação de carne brasileira devido à insuficiência das garantias sobre uso de antimicrobianos na produção animal.
- A medida envolve carne bovina, carne de frango e outros produtos de origem animal, mantendo o Brasil fora da lista de países aptos a cumprir as exigências sanitárias da União Europeia.
- O veto foi anunciado em 12 de maio; o bloco havia dado prazo até 3 de setembro para adoção das medidas, mas não recebeu informações suficientes para comprovar o cumprimento.
- O senador Flávio Bolsonaro classificou o veto como “problema do Lula” que precisa ser resolvido, e disse que, se for eleito, o Brasil e o agro serão respeitados.
- O setor estima perdas próximas de US$ 2 bilhões por ano nas exportações; outros países do Mercosul continuam autorizados a exportar para a UE.
O veto da União Europeia à carne brasileira foi oficializado nesta sexta-feira, 5 de junho, pela presidente da CE, Ursula von der Leyen. A decisão restringe a importação de carne bovina, de frango e outros produtos de origem animal do Brasil. Motivo: dúvidas sobre garantias sanitárias.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) comentou o tema nas redes, chamando o veto de “problema do Lula” que, segundo ele, o Brasil resolverá no próximo ano. Ele acrescentou que, se eleito, o Brasil e o agro voltariam a ser respeitados. Flávio é pré-candidato à Presidência.
O veto, anunciado em 12 de maio, exigia que o Brasil apresentasse garantias que comprovassem o uso responsável de antimicrobianos na produção animal. A Comissão Europeia informou que não recebeu informações suficientes até o prazo de 3 de setembro.
Contexto da decisão europeia
A UE mantém o Brasil fora da lista de fornecedores aptos a exportar ao bloco por não atender aos critérios sanitários. Outros países, porém, já apresentaram documentações e continuam autorizados a exportar para a UE. Entre eles, Mercosul permanece com Argentina, Paraguai e Uruguai.
A decisão não aponta casos de carne contaminada ou surtos sanitários como motivo. A UE cita exemplos de países que tiveram aprovações após envio de garantias, como Armênia, Índia, Indonésia, Quênia, Nigéria, Sérvia, Tanzânia, Tunísia, Uganda e Uzbequistão.
O Ministério da Agricultura informou que houve uma portaria em abril restringindo parte dos antimicrobianos questionados. Representantes do setor calculam que a restrição pode provocar perdas de até US$ 2 bilhões anuais nas exportações brasileiras.
O Ministério das Relações Exteriores foi consultado pela reportagem para tratar de possíveis reversões, ainda sem retorno divulgado. A situação mantém o Brasil isolado na área sanitária entre os exportadores para a UE.
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