- Israel e Irã trocaram ataques com mísseis nesta segunda-feira, desafiando apelos de Donald Trump por uma trégua e retomar negociações de paz.
- O Irã lançou nova onda de ataques poucas horas após mísseis contra Israel, e Teerã relatou explosões em Teerã; Israel respondeu em alvos militares no oeste e centro do Irã.
- A ofensiva israelense também atingiu a petroquímica Karun, em Mahshahr, segundo a agência Fars.
- O conflito elevou os preços do petróleo, com o Brent subindo até 5,1% para perto de US$ 98 por barril; o mercado registrou queda de ações e títulos.
- Trump pediu que Israel não retalie e dê tempo à diplomacia; Netanyahu convocou reunião de segurança para discutir a situação.
Israel e Irã intensificaram troca de ataques com mísseis na segunda-feira (8), segundo relatos de agências internacionais. O confronto ocorreu após Iran disparar mísseis contra Israel no domingo. As intensas ofensivas apontam para uma escalada no Oriente Médio.
Israel informou ataques a alvos militares no oeste e no centro do Irã, além de bombardear a petroquímica Karun, em Mahshahr. Teerã relatou explosões na capital e confirmou ações contra infraestrutura estratégica inimiga.
O conflito se inscreve em uma sequência de hostilidades que começou antes, envolvendo Hezbollah e milícias alinhadas ao Irã. A trégua vigente desde 8 de abril continua sob pressão após agressões contínuas.
Contexto e impactos
O Irã apoia o Hezbollah, enquanto o governo americano considera um acordo indireto com Teerã para encerrar o conflito. Trump pediu calma aos dois lados e sugeriu que novas ações poderiam inviabilizar negociações.
Preço do petróleo subiu, com o Brent chegando a quase US$ 98 o barril, diante da maior incerteza regional. O mercado Global reagiu com volatilidade e oscilações nos índices de ações.
O shekel caiu cerca de 0,7% frente ao dólar, refletindo a instabilidade cambial associada ao ciclo de confrontos. Observadores monitoram a possibilidade de nova escalada e seus efeitos econômicos.
Houthis, apoiados pelo Irã, anunciaram ataques a Israel a partir do Iêmen e atraíram declarações sobre bloqueio naval no Mar Vermelho. A Arábia Saudita emitiu alerta de mísseis para áreas próximas a bases dos EUA.
Perspectivas e próximos passos
Autoridades israelenses devem se reunir com o gabinete de segurança para avaliações sobre a continuidade das ações. O governo de Netanyahu não confirmou coordenação com os EUA para os ataques.
O Irã nega que tenha visado a base saudita. O diálogo entre EUA, Israel e Teerã permanece complexo, com diplomatas buscando um acordo que restrinja hostilidades na região.
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