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Na Armênia, vitória do partido do premiê reforça aproximação com o Ocidente

Vitória do Civil Contract consolida guinada da Armênia para o Ocidente, descolando-se de Moscou e ampliando o peso da União Europeia na política regional

O primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, ao centro, olha para os fotógrafos após votar em uma seção eleitoral durante as eleições parlamentares em Ierevan, Armênia, em 7 de junho de 2026.
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  • O partido Contrato Civil, do primeiro‑ministro Nikol Pashinyan, venceu as eleições parlamentares na Armênia, com 49,8% dos votos, segundo resultados preliminares, contra 23,3% da Aliança Armênia Forte.
  • A participação foi de 59% e a vitória pode consolidar a guinada geopolítica do país em direção ao Ocidente, com promessas de estreitar laços com a União Europeia e os Estados Unidos.
  • A oposição, liderada pela Aliança Armênia, acusa o pleito de violações e prende-se a acusações de repressão, enquanto Karapetyan está em prisão domiciliar desde 2025.
  • Moscou reagiu denunciando pressão sobre a oposição e alegando interferência da União Europeia; o Kremlin indicou consequências para a Armênia.
  • Cenas políticas apontam para uma Armênia buscando cooperação regional com a Europa, mantendo, contudo, relações com a Rússia; a UE manifestou apoio à aproximação, e a França também reforçou posição pró‑Europa.

A vitória do partido Contrato Civil, do premiê Nikol Pashinyan, nas eleições legislativas da Armênia ocorreu no domingo (7). Os resultados preliminares divulgados nesta segunda-feira apontam 49,8% dos votos para a chapa de Pashinyan, 23,3% para a Aliança Armênia Forte. A eleição ocorreu em um panorama de debate sobre o equilíbrio entre Ocidente e Rússia.

O pleito consolidou a guinada geopolítica do país para o Ocidente, embora Pashinyan tenha reafirmado a intenção de manter relações estáveis com a Rússia. A oposição acusa o governo de autoritarismo e de uso de instrumentos estatais contra críticos.

A participação eleitoral ficou em 59%, segundo a Comissão Eleitoral. Além do Contrato Civil, a Aliança Armênia Forte de Samvel Karapetyan obteve 9,9% e o partido Armênia Próspera teve 4% dos votos. O resultado deve permitir a formação do próximo gabinete.

Ato político e contexto

Pashinyan, ex-jornalista de 51 anos, descreveu a vitória como histórica e enfatizou a cooperação com o Ocidente. Ele sinalizou desejo de adesão mais próxima à UE, mantendo canais com a Rússia, sem romper completamente com Moscou.

A campanha enfatizou a imagem de líder próximo ao povo e crítico das elites pós-soviéticas. O oposicionista Karapetyan, sob prisão domiciliar desde 2025, denunciou violações e pressões contra a oposição. As acusações não foram verificadas de forma independente.

Reações internacionais

A Comissão Europeia afirmou apoio à Armênia, destacando aproximação com a União Europeia. O presidente francês, Emmanuel Macron, também manifestou apoio à integração europeia da Armênia. Do lado russo, o Kremlin criticou suposta pressão externa sobre a oposição.

A Rússia, principal parceira econômica, havia imposto restrições às importações agrícolas da Armênia. A relação com Moscou continua marcada pela história, apesar da pivô de política externa da nação caucasiana.

Perspectivas

O resultado coloca o Contrato Civil com cadeiras suficientes para formar o governo, mas sem maioria para reformas constitucionais. Analistas ressaltam que avanços com o Azerbaijão ainda dependem de negociações regionais complexas e de garantias de segurança. AFP contribuiu para a cobertura.

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