- A conferência de Bonn, na Alemanha, começou nesta segunda-feira e antecede a COP-31, com foco em roteiros de transição dos países para sair dos combustíveis fósseis.
- A ideia é avançar com mapas do caminho para a transição energética, impulsionada pela COP de Belém e pela criação de um fórum internacional sobre o tema.
- As sessões em Bonn são uma etapa preparatória, sem decisões finais, visando viabilizar avanços técnicos e políticos para a COP-31 em Antália, Turquia.
- A presidência brasileira da COP-30 organiza eventos paralelos em Bonn com base em 120 países que enviaram submissões, para apresentar contornos do documento e ampliar engajamento.
- O representante do Panamá, Juan Carlos Monterrey, afirmou que Santa Marta inaugurou uma nova fase do debate climático e defendeu ações em campo e maior resiliência, cobrando menos burocracia.
A conferência do clima iniciou nesta segunda-feira, 8, em Bonn, Alemanha, mobilizando atendimento ao tema central: avançar nos roteiros de transição dos países para fora dos combustíveis fósseis. O encontro acontece antes da COP-31 e foca na viabilidade dessas trajetórias.
Paralelamente ao tema, especialistas e representantes destacam que o planejamento de caminhos de transição ganhou impulso na COP de Belém, quando um grupo de nações criou um fórum específico. A primeira edição ocorreu em Santa Marta, na Colômbia, no fim de abril, com participação de mais de 50 países.
A reunião em Bonn não inclui decisões formais, funcionando como etapa preparatória para negociações que deverão avançar na COP-31, prevista para novembro, em Antália, na Turquia. O objetivo é amadurecer diretrizes que orientem mapas nacionais e regionais.
A presidência brasileira da COP-30, até 2026, comprometeu entregar até novembro um roteiro para a transição, com contribuições recebidas de 120 países. Eventos paralelos em Bonn devem apresentar o documento em formação e indicar temas prioritários.
O representante do Panamá ressalta que a discussão iniciada em Santa Marta marca uma nova fase no debate climático. País vulnerável, o Panamá cobra avanços na implementação prática de ações e no fortalecimento da resiliência comunitária.
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