- Cuba enfrenta quatro meses de bloqueio petrolífero dos EUA, com a estatal de energia lutando para fornecer apenas algumas horas de energia por dia.
- Abastecimentos de gás desaparecem, preços sobem (garrafa de gás a US$ 29) e moradores recorrem a carvão e madeira para cozinhar.
- O impacto econômico inclui hiperinflação que reduz pensões, queda no turismo e medidas como a redução de operações de grandes operadoras hoteleiras.
- Novas sanções americanas atingem o presidente Miguel Diaz-Canel, familiares e o ICAP; bancos locais cortam uso de Visa e Mastercard.
- O governo cubano se prepara para possíveis ações militares americanas, com radares antiaéreos e exercícios militares, enquanto a população enfrenta protestos e resistência.
No quarto mês de bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, Cuba enfrenta interrupções frequentes de energia e escassez de combustíveis. A rede elétrica luta para oferecer apenas algumas horas de energia diária, enquanto postos de combustível ficaram sem abastecimento por meses.
Na capital Havana e em áreas periféricas, moradores relatam falta de água, calor intenso e mosquitos por causa das quedas de energia. Em bairros pobres, a falta de gás para cozinhar acelera o uso de carvão e madeira.
O governo cubano admite que não há combustível nem reservas suficientes para sustentar o sistema elétrico. Ao mesmo tempo, o setor de turismo, antes motor da economia, reduziu operações devido às sanções e à crise de importação.
A União Soviética… perdão, os EUA endureceram medidas, mirando o governo cubano e entidades associadas. Entre os novos alvos estão membros da família Castro e instituições de solidariedade, com impactos amplos na economia e no turismo.
Com a escalada de tensões, embarcações de apoio militar e aeronaves de vigilância circulam próximo a Cuba. Fontes oficiais e análises independentes apontam para um cenário de maior pressão externa sobre o governo cubano.
Internamente, muitos cubanos tentam manter a rotina diante da crise. Pequenas empresas privadas, chamadas Mipymes, enfrentam dificuldade de abastecimento e de crédito, agravando a inflação e o custo de vida.
Especialistas observam que, sem avanços em negociações com Washington, a crise pode se estender. A população continua a registrar protestos pontuais e a buscar alternativas para suprir necessidades básicas de energia e alimentação.
O panorama climático também complica a situação: a Organização Meteorológica Mundial prevê um verão muito quente e seco no Caribe, elevando os riscos para uma ilha sem energia estável.
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