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Candidato de direita desafia Justiça e reúne multidão com bandeiras da Colômbia

Candidato de direita desafia decisão judicial e reúne milhares com bandeiras da Colômbia em Cartagena, enquanto recurso busca manter símbolos permitidos na campanha

O candidato da direita à Presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella, durante ato de campanha nesta terça (9). (Foto: Ricardo Maldonado Rozo/EFE)
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  • O candidato da direita, Abelardo de la Espriella, fez comício em Cartagena das Índias nesta terça-feira, dia nove, desafiando decisão do Tribunal Superior de Bogotá que proibiu o uso de símbolos nacionais, imagens das Forças Armadas e outras expressões associadas ao seu movimento, como “Firmes pela Pátria” e “Defensores da Pátria”.
  • milhares de apoiadores lotaram a praça da Aduana, com bandeiras da Colômbia e camisetas amarelas, desrespeitando a proibição também sobre a camisa da seleção colombiana.
  • em discurso, o candidato criticou a ordem judicial e disse que o magistrado proibiu de dizer “Firmes pela pátria” e de usar o nome do movimento.
  • a decisão foi tomada pelo magistrado Rafael Albeiro Chavarro, em resposta à ação de um cidadão, com prazo de 24 horas para cumprimento; a equipe de De la Espriella recorre.
  • no primeiro turno, De la Espriella recebeu 10,3 milhões de votos (43,78%), e o segundo turno será com Iván Cepeda, marcado para 21 de junho.

O candidato da direita à Presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella, realizou nesta terça-feira um comício em Cartagena das Índias, desafiando decisão do Tribunal Superior de Bogotá que proibiu o uso de símbolos nacionais e imagens ligadas às Forças Armadas, além de expressões associadas ao seu movimento, como Firmes pela Pátria e Defensores da Pátria. milhares de apoiadores participaram na praça da Aduana, exibindo bandeiras da Colômbia e camisetas amarelas da seleção.

Durante o ato, De la Espriella criticou a ordem judicial. Ele afirmou que um magistrado impediu de usar o lema da campanha e o nome do movimento, ressaltando que a mobilização deve seguir nas redes sociais e com o uso de símbolos permitidos pela Justiça. Ele descreveu cada item — celular, camiseta da seleção, vídeos — como um grito de liberdade, segundo a agência de notícias EFE.

Decisão judicial e desdobramentos

A proibição foi determinada pelo magistrado Rafael Albeiro Chavarro, do Tribunal Superior de Bogotá, atendendo a uma ação proposta por um cidadão contra o candidato e seu movimento. A medida ordenou a retirada de propaganda que utilizasse a bandeira, o escudo nacional e imagens alusivas a instituições militares e policiais, com prazo de 24 horas para cumprimento.

A equipe de De la Espriella entrou com uma nova ação contestando a decisão, argumentando violação de direitos fundamentais e desequilíbrio no processo democrático. A defesa busca manter a participação do candidato em condições iguais no pleito.

Contexto eleitoral

No primeiro turno da eleição, realizado em 31 de maio, De la Espriella foi o candidato mais votado, com 10,3 milhões de votos (43,78%). Seu adversário no segundo turno é Iván Cepeda, do Pacto Histórico, que somou 9,7 milhões de votos (40,98%).

O segundo turno está marcado para 21 de junho. O vencedor assumirá o mandato presidencial de 2026 a 2030.

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