- Senegal passou por revista intensa ainda na pista de aterrissagem.
- Árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi impedido de entrar no país, mesmo com passaporte diplomático.
- O atacante iraniano Aymen Hussein ficou detido por sete horas para interrogatório, sem motivo apresentado.
- A seleção do Irã precisará viajar de base no México e retorno aos Estados Unidos nos dias dos jogos, sem pernoitar no país.
- Fotógrafos e jornalistas credenciados pela FIFA estão impedidos de exercer o trabalho antes da bola rolar.
A menos de iniciar a Copa do Mundo, ministros e torcedores percebem atritos entre o evento e a política de imigração dos Estados Unidos. A atuação das autoridades abriu debates sobre isonomia e recepção a visitantes de diferentes países.
A seleção de Senegal passou por revista na pista de embarque ao chegar aos EUA. O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi impedido de entrar no país, mesmo com passaporte diplomático, segundo relatos de membros da delegação.
O atacante iraniano Aymen Hussein ficou detido por sete horas para interrogatório, sem explicação apresentada. A equipe do Irã, por sua vez, planeja viajar do México para os jogos sem pernoitar nos EUA, prática que restringe a convivência entre seleções.
Jornalistas credenciados pela FIFA também tiveram dificuldades para trabalhar durante a passagem no aeroporto, conforme relatos de profissionais presentes. A combinação de medidas é apresentada como uma restrição ao funcionamento normal da cobertura.
Controvérsias e impactos
A relação entre a FIFA e regimes autoritários já gerou críticas em edições anteriores, mas, neste momento, a organização é apontada como responsável por escolhas de sedes que valorizam a logística sobre o espírito mundialista. Em 2030, há debates sobre cenários de sediamento.
A possível centralização da Copa do Mundo em Portugal, Espanha e Marrocos, com jogos de seleções como Paraguai, Argentina e Uruguai, é mencionada como exemplo de mudança de foco. A situação nos EUA é discutida como reflexo de políticas de imigração mais rígidas.
Para o torneio atual, críticos afirmam que medidas adotadas podem afastar parte da população e criar barreiras à diversidade de lenguas, bandeiras e culturas que costumam acompanhar o evento. especialistas ressaltam a importância de ambientes de recepção mais amplos.
Em 2014, o Brasil enfrentou exigências consideradas excessivas, e agora a leitura crítica aponta para um alinhamento entre decisões administrativas e o clima internacional da competição. A discussão envolve governança, direitos humanos e o papel do futebol no mundo.
Entre na conversa da comunidade