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Copa nos EUA faz Qatar parecer sonho distante

Casos de discriminação de imigração nos EUA durante a Copa geram críticas à isonomia, envolvendo iranianos, iraquianos e o árbitro somali Omar Artan

Omar Artan, árbitro da Somália, em jogo pela Copa Africana de Nações
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  • Nos Estados Unidos, a delegação do Irã enfrentou medidas restritivas: proibição de pernoite da seleção, obrigando-a a se hospedar no México, além de não concessão de vistos a pelo menos quinze integrantes e retirada da cota de ingressos de oito por cento para torcedores iranianos.
  • Aymen Hussein, artilheiro iraquiano, foi interrogado por sete horas e afirmou ter se sentido tratado como terrorista durante o processo de classificação.
  • O fotógrafo oficial da seleção iraquiana teve entrada negada após dez horas de questionamento, e a seleção do Uzbequistão foi revistada com detector de metais e cães farejadores antes de entrar em um estádio em Nova York; a Holanda não passou pelo mesmo procedimento.
  • O árbitro somali Omar Artan, eleito o melhor da temporada pela confederação africana, teve a entrada negada nos Estados Unidos e não poderá treinar nem apitar a Copa do Mundo de 2026, conforme informou a organização, com a FIFA alegando não atuar nos processos de imigração dos países sede.
  • A reportagem aponta críticas sobre diferenças de tratamento entre seleções e países, sugerindo que a cobertura pode variar conforme o contexto geopolítico, embora a FIFA tenha reiterado a separação entre imigração e a organização do torneio.

O que aconteceu envolve uma série de medidas e incidentes de imigração e controle de acesso nos Estados Unidos, associadas a jogos da Copa do Mundo de 2026. Relatos indicam restrições a membros de várias delegações e a participação de um árbitro da Somália.

Entre os episódios, está a proibição de a seleção iraniana pernoitar nos Estados Unidos, com hospedagem no México, apesar das partidas ocorrerem em território americano. Também houve negativa de vistos a pelo menos 15 integrantes da delegação iraniana.

Relatos adicionais apontam a retirada da cota de ingressos para torcedores iranianos e o interrogatório de sete horas a Aymen Hussein, artilheiro iraquiano, que afirmou ter se sentido tratado como criminoso. Fotógrafo oficial iraquiano também não teve entrada autorizada.

O caso também envolve a revista de membros da delegação uzbeque antes de entrar em um estádio em Nova York, com detector de metais e cães farejadores, procedimento não utilizado para a seleção holandesa, adversária no amistoso. O árbitro somalo Omar Artan, eleito melhor da temporada, teve a entrada negada.

A organização do evento respondeu por meio de nota da Fifa: Artan não poderá treinar nem apitar na Copa do Mundo de 2026, com a explicação de que a Fifa não interfere nos processos de imigração dos países-sede, que informaram a decisão. Más condições de autorização foram citadas pelas autoridades.

Gianni Infantino, presidente da Fifa, mantém silêncio sobre o assunto. A cobertura local e internacional tem variado, com relatos de tratamento diferenciado entre equipes de países ocidentais e outras nações. As informações refletem relatos de imprensa e comunicados oficiais.

A situação levanta questões sobre equilíbrio de procedimentos de imigração, segurança e organização de um grande evento esportivo, com impactos observados nos atletas, técnicos e membros de delegação. O tema permanece sob acompanhamento de órgãos competentes.

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