- Negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear estariam avançando, segundo o New York Times, com possibilidade de acordo em poucos dias, apesar de tensões regionais.
- O acordo em discussão visa restringir o programa iraniano por cerca de quinze anos e se baseia em quatro questões centrais.
- Enriquecimento de urânio: EUA querem suspensão de todas as atividades por cerca de vinte anos; Teerã propôs pausa de dez anos, com sinal de compromisso próximo de quinze anos.
- Estoque de urânio enriquecido e infraestrutura: cerca de 11 toneladas de urânio poderiam ser diluídas sob supervisão da AIEA, com possível participação dos EUA; instalações de Natanz, Fordow e Isfahan poderiam ser ajustadas, com fechamento de duas e manutenção de uma como símbolo de direito de enriquecer.
- Verificação e capacidade de inspeção: EUA defendem inspeções internacionais sem aviso prévio; Irã resiste a esse modelo, especialmente em áreas militares controladas pela Guarda Revolucionária. Objeto de discussões também a liberação de cerca de US$ 25 bilhões em ativos iranianos congelados.
Os Estados Unidos e o Irã avançaram nas negociações sobre o programa nuclear, segundo o New York Times. O governo americano diz que a conversa está em fase final, mesmo com tensões no Oriente Médio que podem atrapalhar o diálogo. As negociações visam um acordo que restrinja o programa iraniano por cerca de 15 anos.
Autoridades dos EUA indicam que quatro questões centrais moldam o possível acordo. O objetivo é reduzir significativamente as atividades nucleares do Irã. Houve sinalização de flexibilização em algumas não-ideias, mas ainda não está claro como ficará o prazo proposto.
Trump afirmou, na segunda-feira à noite, que há espaço para um entendimento em dois ou três dias. Diplomatas e assessores descrevem progressos técnicos, ainda que existam divergências sobre o ritmo das concessões.
As conversas contam com apoio de canais diplomáticos reservados entre o enviado americano e o ministro das Relações Exteriores do Irã. No entanto, o cenário regional conturbado aumenta o risco de interrupção do diálogo, com ataques entre Irã e Israel e acusações mútuas envolvendo o Estreito de Ormuz.
Pontos centrais do acordo
- Enriquecimento de urânio: Washington pressiona suspensão de atividades por cerca de 20 anos; Teerã propôs inicialmente 10. Um acordo de cerca de 15 anos já é considerado possível pelas autoridades americanas.
- Estoque de urânio enriquecido: o material iraniano, estimado em 11 toneladas, passaria por diluição sob supervisão da AIEA. O Irã prefere que Washington atue apenas como observador, o que pode deixar o urânio no país após a diluição.
- Infraestrutura nuclear: EUA pedem o fechamento de Natanz, Fordow e Isfahan. O Irã sinalizou disposição para fechar duas instalações, mantendo uma em operação como símbolo de soberania.
- Verificação: Washington busca inspeções internacionais sem aviso prévio em locais no Irã. Teerã resiste a fiscalização em instalações militares controladas pela Guarda Revolucionária.
Persistem dificuldades, incluindo divergências sobre a liberação de cerca de US$ 25 bilhões em ativos iranianos congelados. O Irã exige acesso rápido aos recursos; Washington sustenta liberação gradual atrelada ao cumprimento das obrigações.
A verificação rigorosa e a viabilidade política interna de cada lado devem influenciar o sucesso das negociações. As próximas semanas devem esclarecer se há espaço para um acordo completo, mesmo diante do atual cenário de instabilidade regional.
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