- No segundo turno das eleições presidenciais do Peru, Keiko Fujimori e Roberto Sánchez ainda não têm vencedor definido.
- O órgão eleitoral máximo, o Jurado Nacional de Eleitores (JNE), informou que o resultado oficial pode sair apenas em julho.
- A lentidão se deve a cédulas de papel, zonas rurais e remotas, votos no exterior e margens muito próximas entre os candidatos.
- Até a tarde de 9 de junho, cerca de 96% das urnas tinham sido contabilizadas, com atrasos em Cusco e Loreto.
- Mesmo com a apuração, há possibilidade de contestações de atas e denúncias de fraudes, o que pode levar a recontagens; no primeiro turno foram mais de 68 mil atas contestadas.
O segundo turno das eleições presidenciais no Peru, realizado no domingo (7), ainda não definiu o vencedor. A apuração segue lenta, com o resultado oficial previsto apenas para julho. Keiko Fujimori, da direita, e Roberto Sánchez, de esquerda, disputam a eleição.
O órgão responsável pela organização do pleito, o Jurado Nacional de Eleitores (JNE), informou que a contabilidade de votos continua com atraso. A proximidade entre os candidatos e a necessidade de checagem de atas mantêm a indefinição até o momento.
Cédulas de papel
Ao contrário de sistemas com urnas eletrônicas, o Peru utiliza, em grande parte, cédulas de papel depositadas em urnas físicas. A contagem é feita pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), o que demanda tempo adicional.
Algumas exceções existem para militares em postos remotos e eleitores com deficiência, que podem votar por vias digitais, mediante comprovantes e requisitos específicos.
Zonas rurais e regiões remotas
A geografia peruana dificulta o envio de urnas para contagem. Em vários locais distantes, o atraso persiste devido à logística de transporte e à distância até os centros de processamento.
Na tarde de terça-feira (9), com 96,0% das urnas contabilizadas, a apuração mostrava atraso relativo nas regiões de Cusco e Loreto, áreas de maior dificuldade logística.
Votos no exterior
Apesar de permitir voto digital para quem vive fora do país, a prática não ocorreu de forma ampla. Muitos consulados não ofereceram essa modalidade, exigindo deslocamento a postos presenciais.
As urnas enviadas do exterior para contagem permanecem entre os itens mais lentos do pleito, com apenas 31% das cédulas contabilizadas até a noite de terça.
Contestações
Mesmo com os votos apurados, o JNE não declara vencedor imediatamente. Partidos podem apresentar inconsistências, atas contestadas e denúncias de fraude, que geram decisões sobre recontagem.
No primeiro turno, diversas contestações atrasaram a divulgação do resultado oficial, com mais de 68 mil atas questionadas e mais de um milhão de votos recontados.
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