- A Turquia, que sediará a COP31, propõe uma meta global de que a eletricidade represente 35% da demanda mundial até 2035, para reduzir o uso de combustíveis fósseis.
- A iniciativa faz parte dos preparativos para a conferência em Antália e busca acelerar a substituição de petróleo, carvão e gás por soluções elétricas em transporte, indústria pesada e aquecimento.
- Hoje, cerca de vinte por cento da demanda mundial de energia é atendida por eletricidade; o restante vem principalmente de combustíveis fósseis.
- A meta será voluntária e não fará parte de um acordo formal; a Turquia pretende formar uma coalizão internacional para apoio técnico, capacidade e financiamento.
- A mobilização ocorre em meio a disrupções nos mercados de petróleo e gás, com elevação da eletrificação em alguns países, embora a matriz elétrica ainda varie quanto à emissão de carbono conforme o país.
A Turquia apresentou a proposta de uma meta global de eletricidade para 2035 durante os preparativos para sediar a COP31, em Antália. A ideia é que a eletricidade atenda 35% da demanda mundial de energia, reduzindo o uso de petróleo, carvão e gás em setores-chave.
A iniciativa visa mobilizar apoio de países para acelerar a substituição de combustíveis fósseis em transporte, indústria pesada e aquecimento residencial por soluções elétricas, como veículos elétricos, fornos eletrificados e bombas de calor. A meta é voluntária e não integra tratado formal.
A COP31 será sediada pela Turquia em Antália, enquanto a condução formal das negociações ficará a cargo da Austrália. A configuração é inusitada, com dois países apresentando candidaturas para receber o evento e uma liderança distinta para as negociações.
Segundo o governo turco, disrupções nos mercados de petróleo e gás causadas por conflitos regionais aceleram a eletrificação em várias economias. A demanda por veículos elétricos tem crescido em países como Coreia do Sul, Japão e Itália desde o início do conflito.
A projeção de eletrificação usa a eletricidade como fator de redução de emissões. Em muitos países, o setor elétrico já reduz a intensidade de carbono mais rapidamente do que outros segmentos. Ainda assim, especialistas ressaltam que nem toda eletricidade é igual em termos de emissões.
Especialistas destacam que a eletrificação não garante automaticamente energia limpa. Países com matriz renovável elevada, como França e Suécia, combinam nuclear e renováveis, enquanto China e Índia dependem consideravelmente do carvão para geração elétrica.
A Turquia afirma que busca apoio internacional para acesso a assistência técnica, capacidades institucionais e apoio financeiro, especialmente para economias em desenvolvimento, visando cumprir o objetivo de eletricidade em 2035.
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